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Cerro Portenho sai na frente, mas cede o empate no final

16/04/2014 23h

Com gol no último minuto, Cruzeiro evita derrota para o Cerro no Mineirão

UOL

O Cruzeiro não conseguiu manter o embalo da sua classificação na última rodada da fase de grupos da Libertadores e da conquista do título estadual sobre o arquirrival Atlético-MG e acabou surpreendido pelo Cerro Porteño, na noite desta quarta-feira, em pleno Mineirão. O time de Marcelo Oliveira sofreu para empatar com a equipe paraguaia, em 1 a 1, mantendo a invencibilidade em seus domínios nesta temporada, mas permitindo ao adversário jogar pelo empate sem gols em Assunção.

O Cerro, comandado pelo ex-lateral direito Arce, que comprovou ter estudado bastante o adversário, saiu à frente do Cruzeiro, no primeiro tempo, e exigiu muito da equipe mineira para empatar. Ao ceder a igualdade, na etapa final, o time paraguaio segue sem vencer como visitante na atual edição da Libertadores. Já o clube estrelado empatou pela segunda vez no Mineirão. A repetição do resultado levará a definição da vaga para os pênaltis, enquanto empate com dois ou mais gols classifica o time mineiro.

O cenário estava todo preparado para uma vitória do Cruzeiro, que por decidir a vaga às quartas de final em Assunção, no dia 30 próximo, esperava fazer um resultado mais amplo, para ter tranquilidade no jogo da volta. A torcida compareceu em bom número e estava entusiasmada. O time celeste começou forte, dando a impressão que conseguiria o seu gol logo, mas, o Cerro não se contentou com o papel de coadjuvante e estragou o enredo. Apesar de não ter saído com a vitória, o gol nos acréscimos foi intensamente comemorado pela torcida, por ter tornado menos difícil a tarefa celeste na partida de volta.

Na fase de grupos da competição continental, o Cerro teve 100% de aproveitamento como mandante, pelo Grupo 3, quando bateu Lanus, da Argentina, por 3 a 1; O´Higgins, por 2 a 1 e o Deportivo Cáli, por 3 a 2. Já o Cruzeiro, como visitante, no Grupo 5, foi derrotado ,por Real Garcilaso e Defensor Sporting, por 2 a 1 e 2 a 0, respectivamente, ganhando apenas do Universidad de Chile, por 2 a 0, resultado fundamental para sua classificação.

O técnico Arce, do Cerro Porteño, chegou a duvidar das ausências de Dagoberto e Ricardo Goulart, temendo alguma surpresa celeste. Mas o time de Marcelo Oliveira realmente entrou em campo sem esses dois titulares, mas com uma formação ofensiva e com opção pela velocidade, com as entradas de Willian e Elber, respectivamente. Dessa forma, Julio Baptista continuou atuando como centroavante e Everton Ribeiro como principal articulador das jogadas ofensivas da equipe cruzeirense.

Para inspirar o Cruzeiro, um ex-jogador igualmente baixinho e que entrou para a história do clube ao marcar o gol do segundo e, até agora, último título da Libertadores, em 1997, se junto à grande torcida celeste que compareceu ao ‘Gigante da Pampulha’. Elivelton, que fez o único tento do triunfo por 1 a 0, sobre o Sporting Cristal, em 13 de agosto de 1997, no ‘velho’ Mineirão, trouxe o filho Gabriel para testes em seu antigo time e aproveitou para torcer pelo Cruzeiro. “Tem tudo para fazer 3 a 0 e decidir a classificação aqui”, afirmou, animado, o ex-atleta, antes do início do jogo.

O ímpeto inicial do Cruzeiro diminuiu e o Cerro já não era tão pressionado. Prova disso foi uma chegada mais consistente ao ataque, que resultou no gol dos visitantes, marcado por Angel Romero, aos 31 min da etapa inicial. O time paraguaio cobrou escanteio da direita, Fábio defendeu parcialmente, mas a bola sobrou para chute cruzado, complementado pelo camisa 27, o outro dos irmãos gêmeos do Cerro. Em desvantagem e com a torcida calada, a equipe anfitriã demonstrou sentir o gol e erros sucessivos lances.

Com o passar do tempo, aumentava o nervosismo da torcida celeste. Aos 31 min, Marcelo Oliveira colocou Marlone na vaga de Julio Baptista, que deixou o campo sob vaias de uma parte dos torcedores e aplausos de outros. O Cerro continuava tranquilo em campo, fazendo uma boa partida taticamente e sem afobação.Aos 39 min, Everton Ribeiro colocou a bola nas redes, mas o gol do Cruzeiro foi anulado por impedimento.

O time da casa não desistiu e, no último lance, aos 49 min, na base do bate e rebate, Samudio conseguiu colocar a bola nas redes, levando a torcida cruzeirense à loucura. “Fizemos o gol no último minuto e acho que é sinal que as coisas estão fluindo positivamente”, observou Dedé

Romero comemora o primeiro gol do Cerro contra o Cruzeiro, na Libertadores.Foto:Douglas Magno/AFP

Samúdio carrega a bola para comemorar empate do Cruzeiro no último minuto.Foto: Paulo Fonseca/EFE