12/06/2015 06h10
No fim, a seleção da casa foi premiada com um gol de Vargas no contra-ataque
UOL
Alçado ao posto de favotiro, o Chile estreou na Copa América em marcha lenta. Sem inspiração e diante de uma torcida impaciente e silenciosa, a seleção sofreu para vencer o Equador e só garantiu o 2 a 0 no segundo tempo, com uma cobrança de pênalti de Vidal e um contra-ataque finalizado por Vargas.
É um primeiro passo isolado, mas muito tímido para quem se empolga com a “melhor geração da história” do futebol chileno, impressão turbinada pela campanha na Copa do Mundo de 2014. Em casa, com as principais estrelas em campo, a seleção criou pouco, foi atrapalhada por uma estratégia inteligente do Equador e ainda correu o risco de sofrer o empate.
No fim, a seleção da casa foi premiada com um gol de Vargas no contra-ataque. Mesmo assim, foi pouco para convencer um público silencioso e sem o perfil característico do torcedor chileno, reconhecidamente barulhento e incentivador. O desânimo foi tanto que aos 40 minutos, logo após o 2 a 0, a torcida preferia se retirar mais cedo a fazer festa pela vitória inaugural.
Festa:
Uma hora antes do apito inicial, o estádio foi palco de uma cerimônia de abertura, protocolo que cada vez mais tem sido usado em torneio de futebol – tradicionalmente, eventos do tipo ocorrem só em Olimpíadas.
Tabela:
Para o Chile, passar como primeiro do grupo significa ter uma tabela muito mais fácil que a dos principais rivais. Se liderar, o time da casa fica de um lado da chave, enquanto Argentina, Brasil e Uruguai se matam do outro. Para piorar, a Colômbia, único favorito que fica no caminho, só pegaria os anfitriões na semifinal, caso passe na segunda colocação.


