07/05/2018 13h20
A solenidade tem como objetivo relembrar o feito heróico dos soldados brasileiros que lutaram na II Guerra Mundial no combate às forças do Eixo, durante a Tomada de Monte Castelo.
Douradosnews
Amanhã (8), a partir das 10h, o Comando Militar do Oeste (CMO) realizará a formatura militar alusiva ao Dia da Vitória no Campo de Parada General Plínio Pitaluga, localizado no complexo do CMO em Campo Grande. Na oportunidade os militares, que integraram a Força Expedicionária Brasileira, que residem na Capital estarão presentes, bem como, autoridades civis e militares.
A solenidade tem como objetivo relembrar o feito heróico dos soldados brasileiros que lutaram na II Guerra Mundial no combate às forças do Eixo, durante a Tomada de Monte Castelo.
No dia 8 de maio é comemorado o Dia da Vitória pela derrota da Alemanha nazista em favor dos aliados da Segunda Grande Guerra, a data é uma homenagem também para as forças armadas de vários países, que comemoram seus feitos e reverenciam homens valorosos, que brindaram com a humanidade a liberdade hoje desfrutada.
DIA DA VITÓRIA
O dia 8 de maio de 1945 notabilizou-se nas páginas da história pela rendição incondicional da Alemanha nazista e pelo conseqüente fim da Segunda Guerra Mundial, com a capitulação do eixo Berlim-Roma-Tóquio. Hoje, a exatos 73 anos do grito de Vitória e do triunfo das forças democráticas, reverenciamos a todos que lutaram pelo espírito de liberdade no mais abrangente e atroz conflito da história da humanidade.
Desde o início da Guerra, em 1939, o Brasil, coerente com sua tradição conciliadora, mantivera-se neutro no conflito. Entretanto, os caminhos para uma solução pacífica, a cada dia, tornavam-se mais distantes.
A agressão configurada pelo torpedeamento e afundamento de 12 navios mercantes, a poucas milhas da costa brasileira, vitimando mais de 500 pessoas, foi determinante para a declaração de guerra à Alemanha e à Itália. A grande Nação brasileira, diante da ameaça à integridade e à soberania nacionais, atendeu, com
coragem e nobreza de propósitos, ao esforço de mobilização.
Apesar das dificuldades de toda ordem, a Força Expedicionária Brasileira (FEB), formada por cerca de 25.000 jovens, oriundos de diversas regiões do País, cruzou os mares em direção ao Teatro de Operações Europeu, onde escreveria sua épica participação no conflito.
Após um curto período de instrução na Itália, as necessidades da Guerra impuseram ao Brasil uma entrada prematura na frente de batalha, tendo o seu batismo de fogo no vale do rio Serchio, libertando as cidades de Massarosa, Camaiore e Monte Prano.
Para aqueles que julgavam ser mais fácil uma cobra fumar que o Brasil ir à guerra, estava provado o contrário. Nossa tropa superou todas as expectativas, impondo-se com moral, bravura e disciplina. Os pracinhas, como eram chamados os soldados brasileiros, de origem humilde, mas com inegável determinação, enfrentaram o terreno desfavorável, o inverno rigoroso e um inimigo intrépido e aguerrido.
A coragem do soldado brasileiro foi reconhecida, inclusive, pelo próprio inimigo. Dos inúmeros combates travados, destacam-se as vitórias alcançadas em Monte Castello, Monte Belvedere, Castelnuovo, Zocca, Collechio e Fornovo di Taro. Em Montese, já no final da Guerra, tombaram o bravo sargento Max Wolff Filho e o aspirante Francisco Mega, heróis que deixaram seus nomes gravados como marco indelével na
história militar brasileira.
A data de hoje retrata, mais do que tudo, a vitória dos valores da democracia, da justiça e da liberdade sobre as forças da opressão e da intolerância, representadas pelos países do Eixo e seus regimes totalitários. Ao relembrarmos os sacrifícios e as glórias do Brasil na Segunda Guerra Mundial, lembramos também de todos aqueles que enfrentaram as agruras do combate e, particularmente, a memória dos que perderam suas vidas a serviço do País, deixando para a nossa e para as futuras gerações um
inestimável legado de valores e virtudes.


