19/02/2018 13h10

Artigo: Seguindo os passos de Jesus

Por: Pr. Oziel Gustavo Marian

 
 

Estamos no período da Pascoa, daqui a menos de 40 dias lembraremos a morte de Jesus e em seguida sua ressurreição. Este tempo, que na igreja é chamado de quaresma, é um tempo para olharmos, meditarmos e aprendermos com os sofrimentos de Cristo.

Nas próximas semanas, olharemos mais detalhadamente as situações que Jesus viveu. Não iremos investigar a vida de Jesus com uma lupa, mas com um espelho; faremos olhando para a nossa própria vida, pois, para seguir os passos de Jesus, precisamos andar junto com ele, imitar as atitudes dele e participar com ele de todas as situações.

Seguir Jesus é como um casamento; embora sejam duas pessoas, ambos experimentam as mesmas coisas: alegrias e tristezas, saúde e doença, pobreza e riqueza, etc. Se assim não for, não é casamento. A fé nos torna um com Jesus: a vitória dele é nossa vitória; a herança dele é nossa herança; etc. Mas a cruz dele também é nossa; a morte dele também é nossa; o sofrimento dele também é nosso e a luta dele também é nossa. Se assim não for, não é fé cristã. Nós ainda não vivemos no paraíso, ainda não fomos ressuscitados, ainda não estamos livres do mal.

Na semana passada vimos que há duas forças lutando em nós e por nós. Os desejos da natureza humana e os desejos do Espírito. As coisas que Jesus viveu e ensinou, confrontam tremendamente a natureza humana e este mundo que nos cerca. E o testemunho cristão, significa encarar estas coisas, como Jesus encarou. A proposta de Jesus é de oposição, andar na contramão, nadar contra a correnteza. Não significa ser do contra em tudo, mas ser contra as coisas que nitidamente são condenadas na palavra de Deus. Por isso, repito o que todos já devem ter ouvido, o cristão não se define pelo louvorzão, pelo adesivo no carro, pela frase na camiseta. O cristão se define, quando sua postura se assemelha a Cristo. Isto significa que o cristão terá experiências parecidas com as que Jesus teve. Por isso Pedro escreveu aos cristãos da região da Turquia, alegrem-se por estarem tomando parte nos sofrimentos de Cristo, para que fiquem cheios de alegria quando a glória dele for revelada (I Pedro 4.13)

Quero destacar e finalizar dizendo que os sofrimentos dos quais devemos nos alegrar, são aqueles causados pelo fato de sermos cristãos. Nem Pedro, nem os demais apóstolos e tão pouco Jesus, afirmaram que devemos nos alegrar em todos os sofrimentos. Há sofrimentos que não são motivos de alegria. Doenças, acidentes, guerras, fome, etc. embora também por meio deles Deus pode agir.

Somos chamados a nos alegrar quando perdemos dinheiro por sermos honestos; quando perdemos alguns amigos por causa da fé; quando perdemos um emprego por não querermos fazer algo errado; quando somos ridicularizados por participar de uma igreja, etc. Estes sofrimentos devem gerar alegria, porque são sinais de que somos um com Jesus.

Ninguém está disposto a abrir mão e sofrer voluntariamente por algo se não tiver dentro de si o Espírito de Deus e a certeza de que a vida é mais do que os nossos olhos podem ver. Jesus enfrentou a tortura da cruz e a morte, porque nele havia mais do que a força e a coragem de um homem. Havia nele o Espírito do Pai, o mesmo que esteve com todos os mártires da história. O mesmo Espírito que hoje, encoraja e fortalece aqueles que ousam seguir os passos de Jesus.

Pr. Oziel Gustavo Marian

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