Com o objetivo de ampliar a identificação de pessoas desaparecidas no país, foi lançada no dia 5 de agosto, em Brasília, a 3ª edição da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. Simultaneamente, Mato Grosso do Sul deu início à mobilização estadual com a realização do Dia D, marcando o início das ações no estado com o apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS).
A campanha segue até 15 de agosto e conta com 334 postos de coleta distribuídos por todo o Brasil. As amostras — de saliva ou sangue — serão inseridas nos bancos de perfis genéticos estaduais e nacional, permitindo o cruzamento com dados de pessoas desaparecidas. Na edição anterior, em 2024, foram coletadas 1.645 amostras e 35 pessoas foram identificadas graças à tecnologia genética.
Em Brasília, lançamento reuniu autoridades do MJSP e representantes do Movimento Nacional de Familiares de Pessoas Desaparecidas, Comitê Internacional da Cruz Vermelha e Conselho Nacional de Dirigentes de Polícia Científica. Foto: Isaac Amorim/MJSP
“O DNA oferece uma certeza consistente e traz resolutividade a essas situações. Ele dá a oportunidade para que famílias saibam o que aconteceu com seus entes queridos e encerrem uma dor que está em aberto. Isso significa dignidade humana para elas”, afirmou o secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, durante a cerimônia de abertura em Brasília.
Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a campanha é realizada em parceria com instituições estaduais, como laboratórios de genética forense, delegacias especializadas e autoridades locais.
Atuação em Mato Grosso do Sul
No estado, a campanha é coordenada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e pela Polícia Científica, via Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF). A ação visa dar mais efetividade à identificação de restos mortais não identificados.
A diretora do IALF/PCiMS, Josemirtes Prado e o delegado Rodolfo Carlos Ribeiro Daltro, titular da DHPP, durante o Dia D, em Mato Grosso do Sul
Até o momento, duas pessoas já foram identificadas em Mato Grosso do Sul com o auxílio do banco de perfis genéticos, comprovando a importância do cruzamento de dados como ferramenta científica na resolução de casos antigos.
“A campanha visa a identificação de corpos que estão no IMOL e de pessoas enterradas sem identificação. Com o fornecimento de material genético pelos familiares, é possível realizar o cruzamento desses dados visando a identificação dessas pessoas”, explica o delegado Rodolfo Carlos Ribeiro Daltro, titular da DHPP.
A diretora do IALF/PCiMS, Josemirtes Prado da Silva, reforça que o processo é simples, seguro e indolor. “Todas as nossas unidades estão preparadas para essa campanha, tanto em Campo Grande quanto nas 14 cidades do interior. A coleta é feita com um cotonete passado na parte interna da boca. Se a família tiver algum item do desaparecido, como escova de dentes, cordão umbilical ou dente de leite, também pode levar. Cada amostra ajuda a dar uma resposta para quem espera”, destaca.
Como doar DNA
A coleta é recomendada para familiares de primeiro grau — pais, mães, filhos e irmãos — e pode ser feita de duas formas:
- Saliva: por meio de um cotonete passado na parte interna da bochecha;
- Sangue: com uma gota retirada do dedo.
Além disso, itens pessoais da pessoa desaparecida, como escova de dentes ou dente de leite, também podem auxiliar na identificação.
Para participar, é necessário apresentar:
- Documento de identidade;
- Dados do boletim de ocorrência do desaparecimento (número, UF e delegacia responsável).
Familiares que residem em locais diferentes podem realizar a doação separadamente, desde que informem esse detalhe no momento da coleta. Quem já participou de edições anteriores não precisa repetir o procedimento.
As amostras coletadas serão utilizadas exclusivamente para a localização e identificação de pessoas desaparecidas. Em caso de identificação, um laudo oficial será enviado à delegacia responsável, que fará o contato com os familiares.
Mesmo com a mobilização nacional ocorrendo neste período, as coletas podem ser feitas durante todo o ano nas unidades da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul.
Clique aqui e confira os locais de coleta no interior do Estado.
Comunicação Sejusp-MS, com informações do MJSP
Fonte: SEJUSP – MS




