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domingo, 16 de agosto, 2026

Com apoio de Riedel, Festival da Rapadura fortalece economia e tradição de Furnas do Dionísio

Para Maria Aparecida da Silva Martins, nascida e criada em Furnas do Dionísio, o Festival da Rapadura vai muito além dos dias de festa. É uma oportunidade para que produtores apresentem aquilo que fazem durante o ano, movimentem a economia da comunidade e levem seus produtos para além do território quilombola.

“Principalmente aos produtores rurais que sobrevivem e vivem na produção da rapadura de cana-de-açúcar ou até mesmo de alguns outros produtos que a gente sempre abre as barracas aqui. O apoio do governador é importante porque a comunidade sozinha não caminha, ela precisa do apoio para desenvolver nosso trabalho”, afirmou.

Neste domingo (16), o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, esteve na comunidade para prestigiar a 12ª edição do Festival da Rapadura, evento que recebe apoio da gestão estadual e reúne cultura, gastronomia, produção artesanal e manifestações tradicionais de Furnas do Dionísio.

A presença no festival também reforçou uma frente de atuação do Governo do Estado na comunidade que envolve tanto o incentivo à cultura quanto a melhoria da infraestrutura de acesso, com a pavimentação de 11,48 quilômetros da MS-010, entre Rochedinho e Furnas do Dionísio. A obra recebeu investimento estadual de R$ 29,9 milhões.

“Valorizar a cultura e fomentar a economia da comunidade é nosso dever e vamos continuar contribuindo para o desenvolvimento local. Aqui contamos a história do Estado. Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida dos moradores. Eles merecem nosso esforço e dedicação”, declarou Riedel.

Rapadura, cultura e renda

Conhecido como o “Festival mais doce de Mato Grosso do Sul”, o evento tem como principal símbolo a rapadura produzida artesanalmente pelos moradores. Nas barracas, ela divide espaço com outros produtos tradicionais da comunidade, entre eles melado, açúcar mascavo e farinha.

Para Maria Aparecida, ampliar essa circulação é também uma forma de conquistar maior autonomia para os produtores e fortalecer a própria comunidade.

“Levar a comunidade para outros locais, ganhar cada vez mais autonomia e aumentar sua autoestima”, resumiu.

A programação incluiu almoço típico, apresentações culturais, bailes e shows musicais, além de manifestações tradicionais como a catira e a dança Engenho Novo. O festival reúne moradores e visitantes em torno da culinária e das tradições quilombolas e também ajuda a apresentar os atrativos naturais da região, onde há cachoeiras.

O evento recebeu reconhecimento oficial e tombamento do Governo do Estado, por meio da Setesc (Secretaria Estadual de Turismo, Esporte e Cultura).

Estrada mudou o caminho até Furnas

Se o festival ajuda Furnas do Dionísio a mostrar sua cultura para quem vem de fora, a pavimentação da MS-010 tornou esse encontro mais fácil.

Antes da obra, chegar à comunidade podia se transformar em dificuldade nos períodos de chuva ou de poeira intensa. Veículos ficavam pelo caminho, moradores que precisavam se deslocar para cidades vizinhas enfrentavam problemas e até o transporte escolar era prejudicado durante o trajeto.

Com investimento de R$ 29,9 milhões, o Governo do Estado pavimentou 11,48 quilômetros da rodovia que liga Rochedinho ao acesso de Furnas do Dionísio.

Para Daniela do Carmo Martins, moradora da comunidade, a diferença aparece principalmente no deslocamento diário e na ligação com Campo Grande.

“Toda logística e estrutura da comunidade a gente precisa do Governo do Estado. A rodovia ficou ótima. Melhorou a situação de acessibilidade e resolveu o acesso aqui da comunidade. Ficou mais rápido para ir a Campo Grande”, afirmou.

A melhoria também ampliou as condições de acesso para quem visita Furnas do Dionísio. Sem a antiga dependência das condições da estrada nos períodos de chuva, turistas e visitantes passaram a ter maior facilidade para chegar à comunidade e conhecer seus produtos, sua cultura e seus atrativos naturais.

Assim, duas frentes que à primeira vista parecem distintas se encontram em Furnas do Dionísio: “de um lado, a preservação de uma tradição representada pela rapadura, pelas danças e pelos saberes da comunidade; de outro, uma estrada que permite que essa história circule com mais facilidade”, explica Riedel.

Para os moradores, a expectativa expressa durante o festival é justamente ampliar esse caminho: fazer com que os produtos de Furnas cheguem cada vez mais longe, fortalecendo a economia local sem perder aquilo que identifica a comunidade.