Gatinha ainda foi socorrida pela Irmandade das Patinhas mas não resistiu à brutalidade a que foi exposta
10/03/2019 17h50 – Dora Nunes
Com fome, prenha, desnutrida, uma gatinha foi assassinada brutalmente pela sua dona na tarde desse domingo, dia 10, em Ponta Porã.
De acordo com informações, Rosane Mazetto da Irmandade das Patinhas, seguia para atender um socorro quando recebeu uma ligação de que uma mulher havia atirado sua gata contra o chão e esta estava agonizando. Sem titubear, Mazetto se deslocou até a residência do fato, localizada na Rua São Francisco, n. 190, no bairro São Vicente de Paula e lá chegando encontrou o animal agonizando em uma cadeira na casa de uma vizinha que havia socorrido a gatinha. De imediato, o animal foi levado até a uma veterinária para atendimento, porém o animalzinho, que estava grávida, perdeu os filhotes e faleceu devido a violência sofrida.
Veja o vídeo abaixo.
A Irmandade das Patinhas acionou a Polícia Militar e juntos se deslocaram até a casa da agressora identificada como Marli Ferreira Albuquerque que contou aos policiais que jogou a gata no chão para impedir que esta pegasse um pedaçõ de carne na panela que estava no fogão.
Uma testemunha contou à polícia que ouviu gritos vindo da casa de Marli e ao sair para ver o que estava acontecendo ouviu um dos filhos da autora pedir que não matasse sua gata. A filha da testemunha pegou o animal que agonizava e levou para sua casa até a chegada do socorro.
A agressora foi encamihada até a delegacia para os procedimentos de praxe, como elaboração de Termo de Compromisso e o caso irá para a justiça definir se caberá pena a esse crime.
Rosane Mazetto contou à reportagem do site Pontaporainforma que essa é a segunda vez que atende caso de maus tratos de animais na casa de Marli Ferreira Albuquerque, visto que tempos atrás recolheu da casa uma cadela que estava sendo comida por bichos e com a anuência de marli, levou a cadela para tratamento e adoçã, porem na ocasião nao foi confeccionado boletim de ocorrência.
AGRADECIMENTO À POLÍCIA:
Rosane Mazetto fez um agradecimento especial aos policiais que foram solícitos e ajudaram no caso de maus tratos, atuando de forma efetiva e conjunta com a Irmandade das Patinhas no intuito de socorrer uma vida animal.
Um outro gato que estava na casa da agressora foi resgatado aparentanto desnutrição e agora vai passar pelos veterinários e logo estará apto para adoção. Quem se interessar, basta entrar em contato no celular 67 99938 7600.
SEM APOIO GOVERNAMENTAL:
Importante ressaltar que os casos de maus tratos a animais é bastante grande na fronteira e a Irmandade das Patinhas sobrevive de doações já que não conta com apoio das autoridades executiva nem legislativa.
A Irmandade das Patinhas não tem local para abrigar os animais vítimas do descaso e abandono e conta com pessoas solidárias que doam seus lares como lar temporário para essas vidas. Por isso, se você tem um espaço para dar um lar temporário, entre em contato com a Irmandade das Patinhas. Ajude nessa nobre causa animal ou faça sua contribuição nos cofrinhos que são espalhados pelo comércio local.
MAUS TRATOS A ANIMAIS É CRIME E AS AUTORIDADES POLICIAIS TEM O DEVER DE ATENDER A OCORRÊNCIA.
O artigo 32 da Lei Federal n 9.605/98 diz: “É considerado crime o ato de abuso, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos, nativos ou exóticos”. A pena é de três meses a um ano de detenção, e multa. No caso de morte do animal a pena é aumentada.
A denúncia é a única forma de contribuir para que os animais não sofram agressões, portanto procure uma delegacia e faça um boletim de ocorrência. É sempre bom levar uma cópia do número da lei, pois algumas autoridades ainda não têm conhecimento dessa lei. Também é importante provas que auxiliem seu B.O como testemunhas, fotografias, placa do carro no caso de abandono, entre outros. Uma vez concluído o inquérito quem será o autor do processo judicial é o estado já que todos os animais existentes são de responsabilidade do Estado.
Só poderemos combater as agressões a animais indefesos exercendo nossos deveres de cidadãos e denunciando estas atitudes covardes.



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