Com a paralisação das atividades de motoristas e cobradores de ônibus da cidade de São Paulo nesta terça-feira (14), os moradores da capital paulista tiveram que recorrer a outros meios de transporte – como os carros de aplicativo, por exemplo.
A greve, que acontece por conta da rejeição à proposta de reajuste salarial oferecida pelas empresas do setor, suspendeu grande parte do sistema de transporte público da cidade. Com isso, por conta da alta demanda de veículos particulares, o preço das corridas sofreu um aumento drástico. Alguns percursos tiveram o valor duplicado, outros ficaram praticamente sem motoristas disponíveis – o que aumentou o tempo de espera e deixou o cronograma dos paulistanos ainda mais apertado.
Kylvia Rabelo, moradora do Jabaquara, relatou que os efeitos da greve já foram sentidos logo na madrugada. “Eu usei era 06:00, paguei R$27,96 o que normalmente pago R$18,00 no máximo R$20,00 para o Sacomã”, conta. Além disso, ela afirma que não foi fácil encontrar um motorista disponível: “um caos pra conseguir.”
Iza Esteves, que também mora no Jabaquara, conta que a corrida que faz normalmente estava com o valor triplicado nesta manhã. “Tentei pegar o 99 para vir para o Brooklyn. Sempre pago 23/26 reais, hoje estava 60 reais. Desisti e pedi carona a um amigo. Achei abusivo o valor.”
Na internet, alguns moradores da capital relataram a dificuldade para seguir com a rotina com a greve no transporte público.
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