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sábado, 17 de outubro, 2026

Comando da campanha de Reinaldo divulga nota para explicar origem de dinheiro

18/09/2014 07h20

A temperatura subiu mais ainda depois que o senador Delcídio do Amaral (PT) entrou na Justiça Eleitoral pedindo a cassação do registro da candidatura do deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB)

Conjuntura Online

O conflito entre os candidatos ao governo esquenta o clima da campanha eleitoral em Mato Grosso do Sul faltando apenas 17 dias para eleições de outubro.

A temperatura subiu mais ainda depois que o senador Delcídio do Amaral (PT) entrou na Justiça Eleitoral pedindo a cassação do registro da candidatura do deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) por causa da apreensão de um dinheiro em poder de um dos colaboradores da campanha tucana.

Além deles, disputam o governo o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), Sidney Melo (PSOL), Professor Monje (PSTU) e Evander Vendramini (PP).

Por causa disso, a coligação Novo Tempo, que apoia a candidatura de Reinaldo Azambuja, divulgou nota nesta quarta-feira (17) para explicar origem de dinheiro apreendido recentemente pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) em uma caminhonete dirigida por colaboradores da campanha tucana.

Parado na região de São Gabriel do Oeste, o veículo estava sendo conduzido pelo ex-vereador de Maracaju, Oclilane Sanches, o Careca, com o qual a PRF encontrou, além de R$ 47 mil em espécie, planilhas com nomes, valores e números de telefone de algumas pessoas, entre as quais, lideranças políticas de vários municípios do Estado.

Em nota, a coligação Novo Tempo garante que os recursos encontrados de posse dos colaboradores da campanha estão perfeitamente dentro da legitimidade e da legalidade do processo eleitoral e poderiam sim ser transportados.

Em seu argumento, o comando da campanha se reporta a dispositivos da legislação eleitoral para justificar a posse dos valores.

“De acordo o Artigo 31, parágrafos 50 e 60, da Resolução 23.406 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), recursos legais de campanha podem ser sacados para o fim de custear as despesas rotativas, podendo ser inclusive transportados em espécie até o limite de R$ 100 mil ou 2% do total dos gastos, com a devida manutenção da documentação comprobatória para posterior prestação de contas”, assinala o documento distribuído à imprensa.

Ao mesmo tempo em que se defende por meio da nota, a coligação Novo Tempo também reagiu duro contra acusações feitas por Delcídio do Amaral, que, além de dizer que o dinheiro encontrado na caminhonete era de origem suspeita, pediu a cassação do registro da candidatura de Reinaldo Azambuja.

“Em relação à questão da campanha eleitoral, é importante voltarmos ao ponto central da política em Mato Grosso do Sul e do qual o senador Delcídio do PT pratica mais uma armação para fugir: ele age para tentar jogar todos os postulantes na vala comum da corrupção para nivelar a disputa por baixo”, diz trecho da nota.

CONFIRA A ÍNTEGRA DA NOTA

Nota à imprensa

Frente a mais uma armação da Coligação “Mato Grosso do Sul com a Força de Todos” e de seus candidatos Delcídio Amaral e Londres Machado, que tentam por meio da utilização indevida pedido absurdo de cassação como ação eleitoreira, a Coligação Novo Tempo esclarece que:

1 – Os recursos de posse dos colaboradores da campanha da Coligação Novo Tempo estão perfeitamente dentro da legitimidade e da legalidade do processo eleitoral e poderiam sim ser transportados. De acordo o Artigo 31, parágrafos 50 e 60, da Resolução 23.406 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), recursos legais de campanha podem ser sacados para o fim de custear as despesas rotativas, podendo ser inclusive transportados em espécie até o limite de R$ 100 mil ou 2% do total dos gastos, com a devida manutenção da documentação comprobatória para posterior prestação de contas.

2 – Por outro lado, é bom registrar que as atitudes eleitoreiras e irresponsáveis de alguns podem ter consequências sérias, pois constitui crime eleitoral o ato de qualquer candidato ou coligação que proponha pedido de cassação de registro usando de má fé ou em atitude temerária, é o que determina a lei eleitoral (artigo 25, da Lei Complementar Federal n. 64/1990). E o nosso corpo jurídico já iniciou análise da ação da Coligação “Mato Grosso do Sul com a Força de Todos” para que seja tomadas as medidas legais.

3 – Sendo assim, no que pese a questão jurídica da ação eleitoreira da Coligação “Mato Grosso do Sul com a Força de Todos”, reafirmamos a total lisura na campanha do candidato da Coligação Novo Tempo.

4 – Em relação à questão da campanha eleitoral, é importante voltarmos ao ponto central da política em Mato Grosso do Sul e do qual o senador Delcídio do PT pratica mais uma armação para fugir: ele age para tentar jogar todos os postulantes na vala comum da corrupção para nivelar a disputa por baixo.

5 – A imprensa nacional e não a oposição, mostram que Delcídio do PT está sob suspeita grave no maior escândalo de corrupção da história do País, quando foram roubados R$ 10 bilhões da Petrobras. Sendo assim, ele deveria se preocupar em explicar os R$ 5.722.000,00 que recebeu para sua atual campanha e sua relação perigosa com as empresas que pagam propina na Petrobras, e não buscar armações na tentativa de comprometer seu adversário.

7 – Nós e o povo de Mato Grosso do Sul não vamos permitir que o senador Delcídio do PT empurre a sua sujeira para debaixo do tapete.

8 – Para concluir, voltamos a desafiar o senador Delcídio do PT a responder publicamente, regionalmente e nacionalmente, se responde ou não a alguma ação ou investigação da Polícia Federal, da Procuradoria Geral da República ou do STF (Supremo Tribunal Federal). Quem não deve não teme e não usa de armações baixas.

Coligação Novo Tempo

Campo Grande, 17 de setembro de 2014.

Matéria alterada às 17h22

Foto: Divulgação