11/03/2015 08h
Os comerciantes alegam perseguição por parte da Policia de Delitos Econômicos do Paraguai
Por: Tião Prado
A cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, divisa com Ponta Porã –MS, teve um dia de manifestações e protestos no dia de ontem, terça-feira (10), sendo que de maneira surpreendente os comerciantes orientais, chineses, tailandeses, coreanos e paraguaios amanheceram com as portas de suas lojas fechadas em sinal de protesto devido a perseguição que vem sofrendo por parte da policia de delitos econômicos e financeiros, acompanhados do Ministério Público do Paraguai.
Segundo informações passadas pelos comerciantes, as autoridades vão até as suas lojas e depósitos em busca de produtos e artigos falsificados e contrabandeados que entram no país sem a devida importação e que de acordo com informações, significam para as autoridades um prejuízo financeiro muito grande por terem os impostos recolhidos e surge daí multas em alto valor que se torna difícil pagar o que compromete a renda dos comerciantes.
Os comerciantes orientais declararam a mídia que estava no local da manifestação que são perseguidos pela policia e disseram que todas as lojas vendem estes produtos, até mesmo as lojas grandes da cidade, que pertencem a brasileiros, libaneses e até paraguaios, mas que estes comerciantes não são vistoriados pelas autoridades que fazem “vista grossa” sobre o assunto.
“Só perseguem a nós, só vistoriam as nossas lojas para depois ‘negociar’ a devolução das mercadorias e cobram acima do preço” afirmou um dos comerciantes afetado pelas medidas; segundo ele quem não quiser o preço estipulado acaba perdendo as mercadorias.
Por este motivo, todos os comerciantes que se sentem prejudicados se uniram e vão levar adiante essas manifestações de protesto, que é para chamar a atenção das autoridades competentes uma vez que se todos os comerciantes prejudicados fecharem as portas, poderá significar um agravamento da crise que esta passando toda região de fronteira.
Informaram ainda que essa ação poderá significar a demissão de mais de 300 funcionários, sendo todos cidadãos paraguaios.
A manifestação percorreu diversas ruas da cidade e terminou com uma visita ao prefeito José Carlos Azevedo que saiu na frente da prefeitura para conversar com os comerciantes e manifestar seu apoio a todos e disse que estará entrando em contato com a policia de Delitos Econômicos e com o Ministério Público pedindo a suspensão do controle que esta sendo feito nos comércios dedicados a venda de produtos importados.
Os comerciantes informaram que estão com as portas fechadas desde segunda-feira (9) e caso não conseguirem apoio as suas solicitações o fechamento será por tempo indeterminado.
A vereadora Zulma de Acevedo solicitou uma reunião extraordinária na câmara de Vereadores da cidade para tratar de forma urgente este problema que estão passando os comerciantes pedrojuaninos.


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