10/01/2014 10h50
Aparelhos ‘conversam’ com smartphones e registram dados vitais.
G1
Nos próximos meses de 2014, não estranhe se alguém com um relógio diferente, que tenha um display no lugar do visor de mostrar as horas, toque no aparelho ou fale com ele.
É que a onda dos computadores vestíveis, como os “smartwatches” (relógios inteligentes), já é uma realidade e irá levar a tecnologia e o fácil acesso à internet dos smartphones para acessórios que costumamos usar no dia-a-dia. Pelo menos é o que feira Consumer Electronics Show (CES) 2014, em Las Vegas, aponta como tendência para esse ano.
Os dispositivos variam entre pulseiras, relógios e até lentes de contato inteligentes. A Innovega aprofunda a experiência do Google Glass e leva a tecnologia vestível para dentro dos olhos. Em formato de lente e combinado com óculos, o iOptik faz do campo visual uma grande tela para aplicativos.
Já a pulseira Nabu, da Razer, quando chacoalhada, envia uma solicitação de amizade no Facebook a quem estiver por perto e usar o mesmo acessório.
Confira:
Relógio futurista
O relógio inteligente mais interessante da feira é ainda um protótipo, mas tem um design bastante futurista e diferentes dos outros “smartwatches”. Ele parece uma pulseira, o que deve atrair os jovens.
Feito de material flexível, o Nabu apresenta duas telas. A que fica na parte de cima da pulseira é bem pequena e mostra apenas um ícone, seja para avisar que o usuário está recebendo uma ligação ou se chegou um novo e-mail. Caso deseje ver mais detalhes do alerta, basta virar o pulso e visualizar a segunda tela, que é maior e apresenta o número do telefone e o título do e-mail, por exemplo.
Se duas pessoas estiverem usando o relógio, uma próxima da outra, é possível fazê-los interagir. Chacolhando o pulso, é possível mandar uma requisição de amizade pelo Facebook.
A bateria, segundo a Razer, pode durar até 10 dias. O Nabu está disponível para desenvolvedores por US$ 50. Para o consumidor, a previsão é que as vendas comecem nos Estados Unidos em março, mas o preço ainda não está definido.
Computador para os olhos
As lentes iOptik podem fazer com que o usuário consiga focar objetos próximos ou distantes com uma precisão além da visão humana. Combinada com um óculos especiais, a tecnologia simula a experiência do Google Glass, exibindo na “tela” aplicativos como os do Facebook, Instagram, WeChat, Maps ou Wikipedia.
Como os programas são exibidos no campo de visão do usuário, a Innovega argumenta que o iOptik chega para resolver uma limitação dos eletrônicos: a limitação das imagens às dimensões das telas.
Broche da Sony
Menor que um dedo mindinho, o Core, da Sony, talvez seja o menor computador vestível desenvolvido até agora e pode ser fixado em roupas como se fosse um broche.
A companhia não revelou todos os detalhes do aparelho, mas ele não só funcionará como um medidor de sinais vitais e atividades físicas como também vomo um armazenador de ações de seus usuários ao longo do dia, como as fotos tiradas.
Apesar de não ter deixado claro, a Sony tem planos de integrar o Core a pulseiras inteligentes ou a seus smartphones.
Smartphone de pulso
Com processador Snapdragon de 1.2 GHz (Gigahertz) e tela de 2,4 polegadas de TFT, o relógio inteligente Pine combina potência e resolução suficientes para que aqueles que o levem no pulso consigam jogar “Angry Birds”.
Uma espécie de smartphone vestível, dado o tamanho da tela, o Pine possui até entrada para chips de telefone, o que dispensa integração com um aparelho móvel.
A câmera é VGA, competente para chamadas de vídeo, e é possível escolher entre a versão de 16 GB (US$ 335) e a de 32 GB (US$ 395). O Pine chega ao mercado norte-americano em março.
Pulseira para exercícios
A LG entrou na onda dos computadores vestíveis com a Fitness Band, uma pulseira que monitora o número de passos, as calorias queimadas e a distância percorrida.
Além de servir como um acessório para exercícios físicos, a pulseira, conectada a um iPhone ou smartphones que rodem o Android, pode exibir as ligações telefônicas e as mensagens recebidas. Além disso, é possível controlar aplicativos de música com a Fitness Band. Nos Estados Unidos, custará US$ 180.


