Conexão sem Fronteiras: Brasil debate estratégias de conservação do tubarão-azul e proteção de berçários marinhos na COP15

João Paulo Capobianco visita espaço Conexões Sem Fronteiras, que aproxima a sociedade dos debates técnicos e políticos da COP15. - Foto: André Bittar/MMA

A conservação dos oceanos e o manejo de espécies migratórias marinhas foram destaque no espaço Conexão Sem Fronteiras nesta quarta-feira (25/3), na 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP da CMS, na sigla em inglês), em Campo Grande (MS).

Confira aqui a programacão completa do espaço Conexão sem Fronteiras. 

Especialistas e autoridades do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) debateram a redução populacional dos elasmobrânquios (tubarões e raias) e critérios técnicos para assegurar que a comercialização de espécies migratórias, como o tubarão-azul (Prionace glauca), não comprometa a sobrevivência no longo prazo. Entre os temas, foram tratados a necessidade de monitoramento e os esforços de cooperação internacional para que a comercialização do tubarão-azul e a captura não levem à redução drástica populacional.

A conservação de habitats críticos também dominou os debates, com foco no Arquipélago de Abrolhos, na Bahia. Reconhecida como um dos berçários mais importantes do Atlântico Sul, a área é vital para o ciclo de vida de mamíferos e aves marinhas que percorrem rotas globais. Durante o evento, reforçou-se a necessidade de políticas estruturantes para manter esses santuários livres de pressões predatórias e garantir a conectividade entre os pontos de reprodução e alimentação na costa brasileira.

O presidente da COP15 e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco, acompanhou sessões técnicas e destacou a importância da mobilização social no apoio às políticas públicas. “Temos pontos fundamentais para a sobrevivência das baleias-jubarte que vêm ter suas crias em Abrolhos. O Brasil defende que toda a região se transforme em Patrimônio Mundial, e a sociedade precisa estar mobilizada para que todas as espécies continuem embelezando nossos mares, rios, céus e terra”, afirmou Capobianco, que aproveitou a visita para conhecer as instalações culturais e exposições do espaço, experimentar bolo de fubá e café e conversar com as pessoas no local.

Durante a COP15, o Conexões Sem Fronteiras tem sido ponto de encontro entre ciência, conservação, cultura e tradições pantaneiras. “Esse espaço permite que a sociedade participe da COP15. Era necessário ter um local onde qualquer cidadão ou cidadã pudesse vir para ter contato com os temas incríveis discutidos nesta Convenção”, afirmou.

A abertura de temas complexos como o manejo do tubarão-azul ao público geral é um dos trunfos da COP15 no Mato Grosso do Sul. “O tubarão-azul foi incluído em convenções da ONU que estabelecem recomendações rigorosas de cuidado. Ter esse debate aqui, acessível ao cidadão, é fundamental para que o compromisso técnico se transforme em consciência coletiva”, concluiu.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima