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Conheça 10 tendências que irão ameaçar a segurança em 2015

01/01/2015 09h30

Especialista faz retrospectiva das principais ameaças que afetaram a segurança

Correio do Estado

Os profissionais de segurança de TI estiveram muito ocupados neste ano. Diferentes tipos de ameaças, previstas no início de 2014, puderam se concretizar, ao passo que outros problemas significativos atingiram o setor de uma forma inusitada.

Claudio Bannwart, um dos especialistas da Check Point, constatou todas as ameaças que foram previstas, sendo identificado um aumento das manipulações direcionadas à engenharia social, o que resultou em violações de dados de grande porte em várias organizações reconhecidas.
Outra previsão que foi feita durante o ano foi a relacionada ao aumento dos ataques direcionados de malwares, com destaque para os ransomware e RAM scraper. Os problemas de segurança móvel também aumentaram com o crescimento do volume de dispositivos trazidos por funcionários, voltados para as redes das organizações.

Ninguém estava preparado, porém, para as imensas vulnerabilidades que foram descobertas em componentes de TI estabelecidos, tais como o bug “Heartbleed OpenSSL” e a falha BadUSB, que afetaram dezenas de milhões de dispositivos e websites confiáveis globalmente. Estes problemas apenas destacaram o nível de imprevisibilidade e de desafios relacionados à manutenção e ao reforço de segurança.

Com isso em mente, serão mostradas as 10 tendências e ameaças que podem afetar a segurança do setor de TI em 2015. As previsões auxiliarão as organizações a se prepararem para enfrentar as táticas em constante evolução usadas pelos criminosos, para atacá-las, e ajudar a mitigar os riscos de segurança.

1 MALWARES COM ZERO SEGUNDOS

A rede global de sensores de ameaças, da Check Point, revelou que mais de um terço das organizações baixou, no mínimo, um arquivo infectado com malwares desconhecidos no último ano.

Os autores de malwares usam cada vez mais ferramentas de camuflagem, para que os ataques possam burlar os sistemas de detecção de produtos antimalwares e se infiltrar nas redes.

A emulação de ameaças, também conhecida como “sandboxing”, é uma camada de defesa fundamental contra essa explosão de agentes infecciosos desconhecidos. Os bots também continuarão a ser uma das principais técnicas de ataques, simplesmente porque são eficazes.

2 COMUNICAÇÃO COM MOBILIDADE

O problema da segurança nos dispositivos móveis irá continuar aumentando em 2015, em um ritmo ainda mais rápido do que a capacidade das organizações de controlá-lo. Em 2014, a Check Point fez uma pesquisa com mais de 700 empresas de todo o mundo, e 42% delas revelaram que haviam sofrido incidentes de segurança móvel e gastado mais de $250.000 em remediação.

Oitenta e dois por cento previam o aumento dos incidentes em 2015. É preocupante ver que 44% das organizações não administram os dados corporativos contidos nos dispositivos de funcionários.

Como um vetor de ataques, os dispositivos móveis abrem a possibilidade de acesso direto aos ativos mais variados e valiosos do que qualquer outro vetor de ataques. Eles são também o elo mais fraco da cadeia de segurança, fornecendo aos invasores acesso a informações pessoalmente identificáveis, senhas, e-mails pessoais e de trabalho, documentos corporativos, e acesso às redes e aplicações corporativas.

3 VIOLAÇÃO PARA OS PAGAMENTOS MÓVEIS

Com a introdução do Apple Pay por meio do iPhone 6, os consumidores provavelmente irão começar a usar os sistemas de pagamento móvel e outros sistemas de pagamentos que disputam uma fatia do mercado. Nem todos foram inteiramente testados para resistir às ameaças do mundo real, o que significa a possibilidade de recompensas maiores para os criminosos cibernéticos, que poderão explorar essas vulnerabilidades.

4 CÓDIGO ABERTO E ALVO ABERTO

As vulnerabilidades dos softwares de código aberto foram divulgadas por terem afetado quase todas as operações de TI no mundo. Vulnerabilidades críticas no código aberto e plataformas comumente usadas (Windows, Linux, iOS) são altamente procuradas por invasores porque oferecem oportunidades imensas, o que faz com que eles continuem a buscar e explorar estas falhas; empresas e fornecedores de segurança continuarão a reagir a elas o mais rápido possível.

5 ATAQUES EM SUA INFRAESTRUTURA

Os ataques cibernéticos aos serviços públicos e aos principais processos voltados à indústria continuarão com o uso de malwares, cujo alvo são os sistemas “Scada” que controlam esses processos.

A conexão cada vez maior dos sistemas de controle irá ampliar todos os vetores de ataque que já foram explorados por intermédio dos agentes de malwares, que são amplamente conhecidos como Stuxnet, Flame e Gauss.

Esses ataques já estão se disseminando e são realizados por meio das nações ou grupos de criminosos: aproximadamente 70% das empresas de infraestrutura pesquisadas pelo “Ponemon Institute” sofreram uma violação de segurança no último ano.

6 DISPOSITIVOS SUSPEITOS

Com aumento de aparelhos baseados em IP no ambiente de trabalho e doméstico, o mundo está se tornando mais eficiente e mais conectado, mas também mais vulnerável aos criminosos, já que existe à disposição uma rede mais bem conectada e mais eficiente para realizar os ataques.

Há uma necessidade de propiciar proteção para todos esses dispositivos e também proporcionar uma proteção deles, diante do aumento de dispositivos em rede. Os aparelhos vestíveis e os “dispositivos companheiros virtuais” que se conectam aos tablets e aos smartphones já estão se infiltrando nas redes, e as empresas precisam estar preparadas para seu impacto.

7 REDES DEFINIDAS POR SOFTWARES

As redes definidas por software (SDN em inglês) podem aumentar a segurança, direcionando o tráfego por intermédio de um gateway e também pelo IPS, reprogramando e reestruturando dinamicamente a rede que está sofrendo um ataque distribuído de negação de serviço, e permitindo a quarentena automática dos endpoints ou redes que tenham sido infectados por malwares.

No entanto, a segurança não está embutida dentro do conceito de SDN, pois há a necessidade de ser projetada na rede. Como as SDNs estão sendo cada vez mais adotadas nos centros de dados, é previsto que os ataques direcionados tentem explorar os controladores centrais de SDN para assumir o controle da rede e também burlar seus dispositivos de proteção.

8 UNIR CAMADAS DE SEGURANÇA

As arquiteturas de segurança de camada única, ou soluções de ponto de múltiplos fornecedores, não oferecem mais uma proteção eficaz para as organizações.

Cada vez mais, todo os fornecedores irão introduzir no mercado soluções unificadas e de fonte única, por meio de avanços, parcerias e também aquisições. Isso já está acontecendo, e poderá ser visto um aumento na colaboração para combater as ameaças.

9 COBERTURA PARA A NUVEM

Com o aumento do uso de serviços SaaS, pode-se prever o aumento da adoção e do uso de soluções voltadas à segurança como serviço para o fornecimento de visibilidade e controle, prevenção contra ameaças e proteção de dados. Essa adoção resultará no aumento dos serviços de segurança terceirizados para a nuvem púbica.

10 INTELIGÊNCIA DAS AMEAÇAS

Nenhuma empresa pode ter a visão completa para o cenário das ameaças. Os chamados “Big Data” trarão oportunidades incríveis para a análise de ameaças, o que permite a identificação de novos padrões de ataques.

Os fornecedores de produtos de segurança vão integrar cada vez mais a inteligência dessas análises para as suas soluções. Além disso, as organizações vão investir nas suas próprias análises para aperfeiçoar o processo de tomada de decisões, por intermédio de um contexto aprimorado, e a conscientização das ameaças às suas organizações. A colaboração no compartilhamento de inteligência de ameaças continuará a avançar para oferecer proteções atualizadas que satisfaçam as necessidades específicas dos usuários finais.

Esses recursos vão, por sua vez, possibilitar soluções unificadas de segurança, que poderão fornecer para os profissionais responsáveis pela segurança da informação uma proteção que seja automática, direcionada de maneira a impedir que surjam as ameaças, aumentando a segurança das empresas.

Malwares camuflados e ataques constantes aos dispositivos móveis são preocupações para a TI (Foto: Divulgação)

Análise com ‘Big Data’ ajudará os profissionais de TI a identificar padrões de ataque