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sábado, 17 de outubro, 2026

Conselho de Segurança quer operações compartilhadas na fronteira de MS

Forças policiais de Dourados buscam autorização do Ministério da Defesa e do Exército para convênio que garante cooperação interagências

08/08/2018 12h50 – Douradosagora

O Conselho Institucional de Segurança Pública de Dourados (Coised) tem atuado para compartilhar operações e informações de inteligência para combater o crime na área de fronteira de Mato Grosso do Sul. Para isso é necessário a autorização do Ministério da Segurança Pública e do Exército Brasileiro para um convênio com o Conselho, garantindo assim a cooperação interagências.

De acordo com o Coised, a medida tem a finalidade de unir ainda mais as instituições locais e fronteiriças no combate à criminalidade, além de garantir uma economia nos gastos públicos. O projeto é plenamente viável e já previsto no âmbito do Sistema Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), gerido pelo Exército e cujo projeto piloto está em andamento, na 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada.

Conforme ainda o Coised, o levantamento de dados de inteligência e de tomada de decisões estratégicas em toda a faixa de fronteira seriam prestigiados e compartilhados pelas instituições componentes do COISED com o Exército, especialmente por meio de tecnologia adotada pelo Sisfron.

Projetado para os 17 mil quilômetros da fronteira brasileira, o Sisfron começou a ser implantado em 2012 e o projeto-piloto funciona desde 2014 em Mato Grosso do Sul. Através da central de comando e controle instalada na Brigada Guaicurus, em Dourados, o Exército monitora todas as ações ou operações desenvolvidas através do sistema na faixa de fronteira. Em tempo real, o comando acompanha o movimento e pode autorizar deslocamento de tropas, entre outras atividades de segurança.

As viaturas militares usadas na faixa de fronteira são equipadas com meios de comunicação de voz e vídeo e conectadas ao centro de controle em Dourados. A sala de monitoramento dentro da brigada, também é interligada a satélites que detalham o posicionamento e produzem imagens mais amplas. Os soldados que atuam em terra também carregam câmeras que transmitem em tempo real as imagens das missões.

Doação de armas

O Conselho Institucional de Segurança de Dourados (Coised) também tem pleiteado autorização do Ministério da Justiça para que a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, do Exército Brasileiro, possa doar as armas apreendidas e que estejam em bom estado para as forças de segurança que atuam no município.

De acordo com o Conselho, a medida é prevista com a flexibilização das regras, pelo ministro Alexandre de Moraes. Com isso, hoje é possível que as armas de fogo apreendidas em face de ilícitos pudessem ser doadas pelo Exército aos órgãos de segurança pública, nos termos do art. 25 da Lei n. 10.826/2003 e da Resolução n. 134, 2011 do Conselho Nacional de Justiça.

Todavia, segundo o Coised, ainda existem entraves burocráticos (teto de armas de cada instituição) para a doação de armas de fogo que estejam em boas condições de uso. Para o Conselho, é contraproducente destruir armas que estejam em ótimas condições de uso, enquanto as polícias estão sem armamento adequado, muitas vezes. Além disso, reforça o Coised, a doação de armas pelo Exército, o Estado gastaria menos com novas aquisições de tais artefatos.

Uso restrito pela GM

Outra solicitação do Conselho é para que a Guarda Municipal possa receber autorização de uso de armas de calibre restrito. A medida tem a finalidade de fortalecer o enfrentamento à criminalidade. De acordo com o Coised, a GM cada dia mais é chamada para apoiar as demais instituições de Segurança Pública e seu papel vem crescendo a cada dia. No entanto, a instituição é vedada de utilizar armas que lhe dotem de capacidade de reação suficiente.

Para o Conselho, os guardas municipais poderiam utilizar calibres restritos, desde que cumpridos todos os requisitos necessários para concessão do porte de armas. Para a manutenção do porte de armas aos guardas é exigido uma série de requisitos, tais como avaliação psicológica a cada biênio, ainda que ao cidadão comum isto seja exigido a cada cinco anos e realização de curso de no mínimo oitenta horas/aula.

Segundo o Coised, para que a GM pudesse utilizar as armas bastaria apenas uma mudança do artigo 42 do Decreto 5123/2004 que regulamenta a Lei 10826/2003. Por osso o Conselho tem buscado apoio de membros das bancadas federais e Estaduais para que façam gestões para que essa alteração possa ser realizada. Deve-se consignar o posicionamento da Secretaria Nacional de Segurança Pública em relação ao uso de calibre restrito para as Guardas Municipais.

Operações das forças policiais de Dourados seriam integradas ao Sisfron, do Exército BrasileiroFoto: Hédio Fazan