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domingo, 18 de outubro, 2026

Conselho Nacional de Justiça mantém o afastamento da desembargadora Tânia Borges

Magistrada é suspeita de usar o cargo para favorecer o filho acusado por tráfico de drogas.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, nesta terça-feira (20), manter afastada a desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges. A desembargadora está afastada do CNJ desde 2018, por suspeita de ter usado a carga para beneficiário o filho que havia sido preso sob a acusação de tráfico de drogas.

Apesar de três conselheiros pedir a volta de Borges às funções, pois eles alegaram que já teria vencido o prazo na conclusão do processo administrativo. Porém, o relator do caso, Henrique Ávila, foi contra os pares e pediu um prazo maior de afastamento da desembargadora.  

Em sua alegação, Ávila disse que a investigação encontrou sepulturas indícios de crimes e que só não foi concluída porque ainda não foi possível conseguir espaço na pauta das férias para apreciação dos conselheiros.

Após o parecer do relator, uma nova corregedora do CNJ, Maria Tereza Assis Moura, encontrou uma solução para o caso: manter o afastamento da desembargadora, já que, conforme o relator as investigações estão praticamente finalizadas, e dar celeridade no processo para a decisão ser votada já nas próximas condições.  

Essa sugestão foi acatada pelo presidente Luiz Fux.Tânia continua recebendo, mesmo afastada das funções. A defesa da desembargadora nega como acusações e tem convicção de que ela será absolvida após o processo no conselho.

Fonte: Correio do Estado