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sábado, 17 de outubro, 2026

Contraceptivos: mais modernos e seguros

04/04/2014 11h30

Mas entre tantas possibilidades, como escolher o seu método?

Boa Forma

Desde que a pílula anticoncepcional permitiu às mulheres maior controle sobre sua vida e sua sexualidade – há mais de 50 anos! –, não param de surgir novos métodos para bloquear a fertilidade. Eles são tantos que, para muitas, difícil mesmo é escolher o melhor. “Infelizmente, ainda atendo a mulheres que usam determinado método porque a vizinha indicou. Elas simplesmente vão à farmácia e compram”, afirma a ginecologista Angela Maggio da Fonseca, professora livre-docente da Faculdade de Medicina da USP e membro da Associação das Mulheres Médicas. “Sem a orientação adequada, essas pacientes talvez não possam usufruir de todos os benefícios e garantias do método.”

Mas entre tantas possibilidades, como escolher o seu método? “Não existe um que seja ótimo para todas”, alerta a ginecologista Cristina Guazzelli, professora associada livre-docente da Universidade Federal de São Paulo (Escola Paulista de Medicina). “É preciso entender o que é melhor para a saúde e para o momento de vida de cada mulher.”

A orientação de um profissional de saúde é imprescindível. Se a decisão recair sobre a pílula – opção de 59% das brasileiras, segundo uma pesquisa realizada pelo laboratório MSD no final de 2011 –, há uma enorme variedade de combinações hormonais no mercado. Mas, para quem vive se esquecendo de tomar o comprimido, talvez o implante subcutâneo – que age ininterruptamente por três anos – seja a melhor alternativa. Métodos hormonais devem ser indicados com cautela para mulheres fumantes com mais de 35 anos, pois o estrogênio favorece a formação de coágulos, que podem entupir artérias e veias. “É preciso avaliar a segurança e a eficácia de cada método caso a caso”, diz Nilson Melo. Entenda um pouco melhor como funcionam os principais contraceptivos e chegue bem-informada à consulta médica:

Pílulas

A combinada, que associa o estrogênio a um progestagênio – derivado sintético da progesterona -, é o método contraceptivo mais empregado no mundo, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. Juntos, esses dois hormônios inibem a ovulação, além de alterar a espessura do muco cervical, dificultando o caminho para os espermatozoides. ”As versões modernas trazem grandes avanços”, explica o médico Nilson Melo. ”As primeiras pílulas combinadas tinham dez vezes mais estrógeno e 164 vezes mais derivado da progesterona”. Graças à quantidade reduzida de hormônio, as pílulas de baixa dose levam vantagem sobre suas antecessoras por causar menos efeitos adversos, como inchaço, dor de cabeça e inibição do desejo sexual. Costumam vir em cartelas com 24 comprimidos, que devem ser ingeridos todo dia, de preferência no mesmo horário. Depois, a mulher faz uma pausa de quatro dias e começa uma nova cartela. ”Alguns laboratórios oferecem quatro comprimidos extras, como placebo ou com ferro ou vitamina B6, para que a mulher não se atrapalhe no período de pausa”, informa o médico. Não é recomendada para fumantes com mais de 35 anos, pacientes com hipertensão e algumas doenças cardíacas. Existe também a pílula com um só hormônio, derivado da progesterona, para aquelas que devem evitar o estrógeno: mulheres que estão amamentando, que fazem tratamentos de longa duração com pílula, portadoras de problemas hepáticos ou simplesmente que não toleram o inchaço que esse hormônio pode provocar. Os dois tipos de pílula têm a mesma eficácia, acima de 99%, se usadas direitinho. ”Se a mulher se esquece de tomar, a eficiência cai”.

Contraceptivos: mais modernos e seguros