28/07/2014 06h
Com a vitória, o Corinthians é o líder do grupo de 19 mortais, cinco pontos abaixo do Cruzeiro.
UOL
José Paolo Guerrero já era um dos jogadores mais importantes da história do Corinthians – senão o maior ídolo – antes do apito inicial do primeiro clássico contra o Palmeiras no Itaquerão, neste domingo. Ao término da partida, ele ganhou motivos para ser considerado candidatíssimo ao posto de número 1: marcou o primeiro gol da vitória sobre o arquirrival por 2 a 0. E tudo isso poderia não ter acontecido caso ele tivesse optado por deixar o campo no primeiro tempo, quando sentiu uma lesão.
A cena já foi vista pelo torcedor corintiano em outros momentos: bola lançada para o atacante peruano, ele começa a correr e para, dá passadas mais lentas como quem desistiu do lance e leva a mão à parte de trás da coxa. Neste domingo, a história foi idêntica. Mas Guerrero não quis sair de campo. Passou alguns minutos quase parado, sem olhar para o banco de reservas que insistia em pedir sua atenção – Romarinho e Luciano já aqueciam. Mas ele ficou, terminou o primeiro tempo, e voltou entre os 11 do vestiário. Instantes depois, entraria para a história. Ele não só é o heroi do Mundial, como também o protagonista do primeiro Corinthians x Palmeiras em casa.
Com a vitória, o Corinthians é o líder do grupo de 19 mortais, cinco pontos abaixo do Cruzeiro, atual campeão, que se mostra em outro nível em relação aos competidores. O Palmeiras de Ricardo Gareca perde a terceira seguida no Brasileirão e fica na metade inferior da tabela.
No meio desta semana, a polícia recomendou que os torcedores palmeirenses não fossem ao Itaquerão com roupas ou bandeiras verdes ou com distintivos do Palmeiras, para evitar brigas e confusões com os fãs corintianos. E momentos antes do clássico, uma parcela considerável da torcida alviverde seguiu as ordens e chegou ao estádio com roupas com cores neutras.
Muitos destes torcedores, principalmente os que estavam a paisana ou em pequenos grupos, só trocaram de roupa e colocaram as vestimentas do Palmeiras após passarem o último tapume da polícia, em uma área isolada. Da saída do metrô até o Itaquerão eles vestiam casacos, camisas brancas e até pretas.
Como já era esperado, muitos outros acabaram não seguindo tais recomendações da polícia e foram usando verde, camisas do Palmeiras ou das torcidas organizadas do clube. Além disso, grandes grupos que chegavam ao Itaquerão vestiram máscaras cirúrgicas descartáveis para provocar o rival.
Outra estratégia usada por alguns foi chegar junto com a torcida corintiana e só ‘mudar de lado’ após avistar alguns amigos.



