29/04/2014 11h30
Entre as décadas de 80 e 90, Adib auxiliou na fundação do Grupo de Operações de Fronteira
Douradosagora
O coronel Adib Massad, um mito que dedicou cerca de 40 anos da sua vida à segurança pública, completou 85 anos no último dia 22. Referência em todo Mato Grosso do Sul quando o assunto é o combate ao crime, Adib, agora aposentado, comentou sobre sua história em uma entrevista com o repórter Sidnei Bronka, e garantiu que nunca ordenou que seus policiais matassem os criminosos.
“A polícia tem várias maneiras agir. Nunca determinei que os policiais matassem alguém, mas apenas que cada um deles soubesse se defender. Não teve um caso sequer da minha época em que houve eliminação de elementos inocentes. Tudo sempre teve justificativa e por isso nunca me preocupei. Jamais vou passar a mão na cabeça de bandido”, disse Adib.
Entre as décadas de 80 e 90 ele auxiliou na fundação do Grupo de Operações de Fronteira (GOF). Naquele período, escolheu a dedo cada um dos integrantes de equipe. “Quando fui convidado a comandar o GOF, teve duas coisas que exigi. Aceitaria, primeiramente, desde que meus companheiros ganhassem bem. E depois, eu disse que escolheria pessoalmente cada um deles. E assim foi”, explicou.
Durante os seis anos que ficou no GOF, o coronel ganhou destaque pela seriedade com que organizava o policiamento e por ser linha dura com os criminosos.
Ao ser perguntado se sentia saudades da rotina, ele foi enfático. “Por causa da minha maneira de trabalhar, não me animaria [em voltar]. Não tenho jogo de cintura para aceitar certas coisas, sou mais ação e solução, olho por olho, dente por dente, não ofensivo, mas de uma forma mais suave”.
Durante a entrevista, ele fez questão de agradecer a todos que estiveram ao seu lado nos tempos de labuta.
”Me sinto hoje tranquilo e feliz por ter tido essa oportunidade de colaborar com a Justiça por meio de meu trabalho, neste Estado que adoro muito. Tudo que fiz e todas as conquistas que tive foram através da dedicação. Foi uma missão que me esforcei de todas as formas, não sozinho, mas em conjunto com equipes de alto nível de responsabilidade no decorrer de todo nosso trabalho. Não fiz nada sozinho e agradeço a todos os superiores que confiaram e acreditaram na minha pessoa. Também não tenho palavras suficientes para agradecer aos meus companheiros de trabalho, e principalmente, aos soldados”.


