23/01/2017 06h40
Foram confirmados 24 homicídios com características de execução.
G1
Este domingo (22) foi marcado por inúmeros velórios na região metropolitana de Belém. Algumas vítimas da onda de assassinatos que aconteceu na última sexta-feira (20) foram veladas por amigos e familiares. Foram confirmados 24 homicídios com características de execução, ocorridos em 16 bairros da região metropolitana de Belém.
O corpo de Rerisson Reinaldo Simões, 22 anos, foi velado em uma igreja evangélica no bairro do Telégrafo. Ele foi assassinado durante a madrugada na passagem São Jorge, próximo ao canal da travessa 14 de março. A vítima serviu no Exército Brasileiro e atualmente ajudava a irmã na venda de salgadinhos.
Segundo testemunhas, a vítima estava na esquina da passagem, na companhia de amigos, quando um carro vermelho se aproximou, homens encapuzados desceram do veículo e começaram a atirar. Na confusão houve muita correria, quatro pessoas foram baleadas, entre elas Rerisson Simões, que recebeu oito disparos e morreu na hora.
Em Ananindeua, região metropolitana, o velório de Fagner Luiz Lobato, 30 anos, foi realizado na casa de parentes. Ele foi morto no início da noite de sexta quando voltava para casa, na avenida WE-32 no conjunto Cidade Nova V.
De acordo com familiares, a vítima tinha acabado de sair da farmácia quando foi surpreendida por um carro branco com três homens encapuzados, que desceram do veículo e fizeram vários disparos. Fagner não resistiu e morreu a poucos metros de onde morava.
A família ainda informou que Fagner não tinha envolvimento com o crime e ele estava prestes a viajar para o munícipio de Paraupebas, onde iria trabalhar com a irmã.
Ainda em Ananindeua, no bairro de Águas Lindas, Edivaldo Rodrigues Gonçalves, foi morto com seis tiros na porta de própria casa. De acordo com testemunhas, um carro preto parou e homens desceram efetuando os disparos. Segundo a família, ele trabalhava como pedreiro.
Investigações
Todos os casos estão sendo investigados pela divisão de Homicídios. A Secretaria de Segurança Pública (Segup) informou que ainda não vai divulgar a lista oficial com o nome das pessoas que foram assassinadas e nem informou detalhes sobre cada morte, por questões de segurança e sigilo nas investigações. O Governo informou que instalou um gabinete permanente de situação, envolvendo todos os órgãos da área para acompanhar e monitorar os acontecimentos.
O secretário de segurança, Jeannot Jansen, informou no sábado (21) que o governador do Estado, Simão Jatene, fez contato com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. Segundo Jansen, governador e ministro conversaram sobre a possibilidade de cooperação da União nas investigações. O resultado da conversa foi de que a melhor colaboração seria a constituição de um grupo guiado pela inteligência para as investigações dos crimes.


