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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Criança que morreu atropelada em Rio Negro foi arremessada após ser atingida por motorista embriagado

Segundo a família, o local tem sinalização indicando a presença de crianças no local e a velocidade máxima permitida, de 30 km/h. 

A criança, de 10 anos, morta ao ser atropelada por motorista embriagado, em Rio Negro, teria sido arremessada com o impacto da batida.

Delegado responsável pelo caso, Matheus Vital, explicou que ninguém ouvido no procedimento conseguiu precisar se o corpo foi arrastado, porém, o motorista afirmou em depoimento que com o impacto a vítima foi arremessada e não arrastada.

Segundo a família, o local tem sinalização indicando a presença de crianças no local e a velocidade máxima permitida, de 30 km/h. “Nunca que ele estava a 60 km/h, olha o estrago do carro”, explicou a familiar que não quis se identificar.

Criança que morreu atropelada em Rio Negro foi arremessada após ser atingida por motorista embriagado
Placas de sinalização na via onde acidente aconteceu. (Leitor Midiamax)

Ela ainda explicou que o menino brincava na casa do tio no dia do acidente.

“Uma vizinha disse que ele [motorista do carro] sempre passa correndo”, explicou.

Ainda segundo ela, para a via já havia sido solicitado um quebra-mola ou redutor de velocidade.

Conforme apurado plea reportagem, o corpo ficou cerca de 12h no hospital e só foi encaminhado ao IML de coxim nesta manhã (26), porque a cidade não dispõe de câmara fria nem IML.

O homem foi preso em flagrante. Não foi realizado bafômetro porque não havia fiscal de trânsito habilitado para o serviço. Foi feito então o Termo de Constatação de Alteração da Capacidade Psicomotora.

O motorista confessou que ingeriu bebida alcoólica, mas nega que estava embriagado no momento do acidente. No carro foi encontrada uma caixa de cerveja e latas da bebida abertas.

Ele disse que estava em uma confraternização e que conduzia o veículo a 60 km/h quando a vítima teria surgido no escuro de trás de um carro estacionado.

Ele ainda afirmou que ficou no local e prestou socorro à criança mesmo correndo o risco de linchamento por parte da população.

O delegado ainda esclareceu que o local não foi preservado porque houve tumulto após o acidente. “A vítima já havia sido socorrida e muita gente estava no local. Por conta do desfazimento do local, dispensei pericia”, explicou.

Fonte: Midiamax