19/04/2015 06h
Lojas de Pedro Juan Caballero estarão funcionando normalmente na terça-feira(21), feriado de Tiradentes no Brasil
Jornal Regional
O comercio da cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero está mergulhado em uma forte crise. A queda nas vendas chega a 80 % ao mesmo período do ano passado. O resultado disso já começa a aparecer expondo o inicio de uma grave crise social: desemprego.
Desde de janeiro, os lojistas cujo os estabelecimentos são voltados exclusivamente para os turistas brasileiros, já demitiram 2 mil funcionários. “Isso corresponde a cerca de 10 % da mão de obra ocupada pelo comércio local”, informa Pedro Bondiman, presidente da Câmara do Comércio e Industria de Pedro Juan Caballero.
Segundo ele, alguns setores como da informática, por exemplo, vendem produtos com preços praticados no lado brasileiro da fronteira. Por isso o consumidor prefere comprar nas lojas brasileiras. “Os produtos que vendemos também existe no Brasil, não digo que está m ais barato lá, mas está igual, o que acaba não atraindo os turistas para o Paraguai”, afirmou.
Termômetro:
Bondiman disse que atual situação é semelhante a crise do ano 1999. E por isso os empresários estão em compasso de espera: “O que nos resta é aguardar algum sinal de melhora na situação. Penso que no começo de maio, com a chegada do dia das mães poderemos ter um movimento maior. Esse inicio de semana com o feriado de Tiradentes (21 abril), também aguardamos mais turistas. Alias para nós, será um termômetro para vermos para que lado a economia vai. Se para aprofundar a crise ou iniciar uma recuperação” declarou.
O Presidente da Câmara do Comércio se refere à possível recuperação da economia a partir da estabilidade da moeda norte americana, o dólar. “Nos últimos dias não ocorreram grandes alterações. Essa situação indica que poderá haver estabilidade nos próximos meses, e aos poucos, animando os consumidores, a virem comprar de novo, no Paraguai. Enquanto isso vamos aguardamos e tomando as medidas necessárias para que possamos sobreviver a crise”, argumentou o dirigente.
Nos últimos dias o dólar não registra altas consideráveis. Pelo contrário nesta semana a moeda norte americana está sendo comercializada em patamares semelhantes , registrando ainda ligeiras quedas: na segunda-feira, estava na faixa de R$ 3,18 e R$ 3,25, hoje, domingo a cotação nas casas de câmbios da fronteira está na faixa de R$ 3,09 para compra e R$ 3,17 para venda, isso sem contar o ‘pequeno’ ágio que as lojas colocam no seus produtos que pode levar a moeda a R$ 3,25.



