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domingo, 18 de outubro, 2026

Crivella anuncia revisão do índice mínimo de chuva para sirenes tocarem em comunidades

Sirene não tocou no Morro da Babilônia, onde duas pessoas morreram na noite desta segunda. Ele também anunciou planos para um reservatório no Jardim Botânico.

09/04/2019 08h53 – G1

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, anunciou na manhã desta terça-feira (9) que a prefeitura vai rever o índice mínimo pluviométrico para o acionamento de sirenes em comunidades do Rio. O alerta não tocou no Morro da Babilônia, onde duas pessoas morreram na noite desta segunda (8).

Segundo Crivella, as sirenes não funcionaram na Babilônia porque choveu 39 milímetros em uma hora – abaixo do índice em que elas são disparadas, 45 milímetros. Os alertas soaram em 15 comunidades desde o início das chuvas de segunda, entre elas o Dona Marta, em Botafogo, e a Rocinha.

“Sem dúvida esse incidente na Babilônia vai nos fazer rever essa situação. Lamento profundamente que a Defesa Civil não tenha tido a oportunidade de ir lá, são muitas casas no Rio que são construídas em áreas inapropriadas”, disse o prefeito.

“Vamos estudar, nesses lugares críticos, diminuir ainda mais o índice pluviométrico, para tentar remediar problemas”, acrescentou.

A filha de uma vítimas do deslizamento disse que as famílias da área são tratadas com descaso.

“O que mais me deixa revoltada é de ter acontecido isso, sendo que poderia ter sido evitado”, disse Ingrid Araújo, filha de Gerlaine do Nascimento, de 53 anos.

Resumo do temporal
1 morte na Gávea; 2 mortes no Morro da Babilônia, no Leme
1 desaparecido no Leme
39 sirenes acionadas em 20 comunidades
Rio entrou em estágio de crise às 20h55 de segunda
Barra/Barrinha foi onde mais choveu
Mais um trecho da Ciclovia Tim Maia desabou, e Av. Niemeyer foi interditada
Bombeiros usaram barcos para resgatar crianças no Jd. Botânico
Aulas suspensas na rede municipal nesta terça

Galerias pluviométricas
O prefeito também anunciou que pretende negociar com o Jockey Club o espaço para a construção de galerias pluviométricas na região do Jardim Botânico.

Durante a entrevista, o prefeito reconheceu ainda que faltou equipes na Zona Sul na hora mais crítica das inundações e disse que vai mudar o protocolo para deslocar caminhões pra retirar água e outros equipamentos. Ele disse que isso já tinha sido identificado, mas não foram eficientes pra colocar em prática.

Crivella também se queixou de falta de recursos e da falta de retorno pelo pacto federativo para viabilizar projetos que amenizassem os problemas causados pela chuva.

Deslizamento de terra no Morro da Babilônia, no Leme, no Rio de Janeiro (RJ), deixa dois mortos na madrugada desta terça-feira (9). A tempestade que caiu no Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira (8) deixou três mortos: um homem na Gávea e duas irmãs no Leme. A terça-feira (9) começou com mais chuva — Foto: Jose Lucena/Futura Press/ Estadão Conteúdo