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Cunha diz que PT manobra na comissão do impeachment por “medo”

22/03/2016 06h20

Cunha diz que PT manobra na comissão do impeachment por “medo”

Presidente da Câmara acredita que reclamações de deputados fiéis ao Palácio do Planalto sobre juntada da delação de Delcídio do Amaral na denúncia assinada pelos advogados Hélio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Junior

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta segunda-feira (21) que os deputados fiéis ao Palácio do Planalto estão com “medo” por conta da discussão do impeachment da presidenta Dilma Rousseff na comissão especial. A declaração do peemedebista foi uma resposta à postura de parlamentares governistas em contestar a inclusão a delação do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) na denúncia apresentada pelos juristas Hélio Bicudo, Janaina Paschoal e Miguel Reale Junior.

Durante a primeira sessão da comissão processante, deputados próximos a Dilma apresentaram questões de ordem contestando a decisão do presidente do colegiado, Rogério Rosso (PSD-DF), em acrescentar a delação na denúncia. De acordo com o parlamentar brasiliense, isso não significa que a peça acusatória tenha sido aditada, o que forçaria a reabertura dos prazos para a presidenta se manifestar no caso. Esta também é a visão de Cunha, que garante não ter aditado a denúncia, mas apenas feito a “juntada” da petição dos autores.

“Eles estão com medo, realmente dá para ver isso. A situação a cada hora que passa vai ficando mais complicada para defender [a presidente Dilma]”, afirmou Cunha, momentos antes de ele entrar no plenário da Câmara. O peemedebista disse também que os aliados de Dilma estão tentando “criar um clima de que precisa mais tempo” para analisar a denúncia contra ela e que as manobras serão derrubadas. “Essas manobras a gente vai responder usando o regimento”, completou.

Em dezembro passado, Cunha fez a análise prévia da denúncia apresentada pelos três advogados, que conta com o apoio da oposição. Ele rejeitou que Dilma fosse investigada pela recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) em recomendar a rejeição das contas e pela corrupção na Petrobras, mas admitiu que o Congresso aprecie os decretos orçamentários que não passaram pelo crivo dos parlamentares. No entanto, segundo o peemedebista, a comissão tem autonomia para “se ater” sobre a denúncia como um todo.

foto: jovempan.uol