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Cunhado que escondeu corpo de jovem após aborto mal sucedido esfaqueia sua mulher em MT

Hugleice da Silva chocou MS ao participar da morte de jovem de 18 anos

19/11/2018 06h10 – Agora Mato Grosso

Hugleice da Silva, 35 anos, acusado de participação em um dos crimes mais brutais de Mato Grosso do Sul, se vê suspeito de novo de participação em uma tentativa de homicídio, o da própria mulher, de 29, na casa onde morava em Rondonópolis (MT), neste domingo.

Silva, em 2011, se viu acusado de participar da ocultação de cadáver da jovem Marielly Barbosa Rodrigues, 19, que teve o corpo enterrado após morrer em um aborto mal sucedido, em Sidrolândia.

Segundo informações do portal ‘Agora Mato Grosso’, Silva pode ter amarrado e esfaqueado a própria companheira. Um dos golpes foi em seu pescoço. A motivação teria sido o encontro de mensagens no celular da mulher que não lhe agradaram.

Após o crime, ele fugiu do local em um Palio prata, informaram vizinhos. Mesmo gravemente ferida, a mulher conseguu se soltar e pedir ajuda, sendo socorrida a um hospital da cidade, onde permanecia internada. Não há informações sobre seu estado de saúde.

REPERCUSSÃO NACIONAL

Sete anos atrás, Marielly Rodrigues morreu durante um aborto malsucedido, que, segundo relatos de Silva e provas da investigação, foi feito por Jodimar Ximenez Gomes, na casa dele, em Sidrolândia.

A morte aconteceu no dia 21 de maio, data em que ela foi vista pela última vez pela mãe, que mobilizou parentes, amigos, vizinhos, políticos e a opinião pública para encontrar a filha.

O corpo da universitária foi encontrado em 11 de junho em um matagal de Sidrolândia, em estado de decomposição. Em julho foi decretada a prisão de Silva, que até então negava qualquer envolvimento com o caso, e de Gomes, que continua a alegar inocência.

Após dois dias na prisão, Silva, que é casado com a irmã de Marielly, confessou que teve relação sexual com a cunhada, que a levou para fazer aborto na casa de Gomes, para quem pagou R$ 500.

ilva relatou ainda que enquanto esperava a jovem, o enfermeiro contou sobre a morte e então os dois colocaram o corpo da jovem na caminhonete dele e o deixaram no matagal.

A Justiça concedeu liberdade a Silva ainda em setembro daquele ano. Desde então se mudou na cidade do vizinho ao norte. O enfermeiro só receberia o mesmo benefício no ano seguinte e desde então ainda mora em Sidrolândia. Ambos ainda aguardam o julgamento do caso.

Hugleice da Silva, na época do crime, em 2011, após receber o direito de responder a acusação em liberdade - Foto: Arquivo/

A jovem Marielly: caso extraconjugal com cunhado a levou à morte após aborto mal sucedido realizado pela dupla de acusados