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domingo, 18 de outubro, 2026

De cabeça baixa no banco dos réus e com protestos em MS, acusado de matar musicista começa a ser julgado

Sentença sairá após decisão de 7 mulheres e 3 homens que formam o corpo de jurados do julgamento.

29/03/2019 10h40 – G1

Protestos na calçada do Fórum de Campo Grande, abraços, dois plenários lotados e o acusado de cabeça baixa no banco dos réus. Foi com esse cenário que começou o julgamento de Luís Alberto Bastos Barbosa, acusado de matar a musicista Mayara Amaral, em julho de 2017. A sentença sairá após decisão do corpo de jurados, integrado por sete mulheres e três homens.

Nas grades da entrada dos plenários do Tribunal do Júri foram colocadas faixas pedindo pena máxima para o réu. Vestidos de preto, familiares de Mayara receberam abraços em apoio à luta por justiça no caso.

“Nós queremos que esse júri funcione como base. Não param de matar mulheres nesse estado e nesse país. A Justiça precisa agir da forma que deve, punindo o assassino com a pena máxima. Isso sim é dar valor à vida de uma mulher”, fala Pauliane Amaral, irmã da vítima, que acompanha o júri ao lado da mãe.

Testemunhas
A defesa de Luís Alberto levou duas testemunhas para o plenário. A primeira disse que o rapaz era “gentil” com mulheres e nunca havia presenciado nada anormal dele. A madrasta falou que o comportamento dele era “calmo e tranquilo”.

Crime
Luís Alberto ia a júri popular em 23 de novembro do ano passado, mas foi adiado após recurso impetrado pela defesa dele.

De acordo com os investigadores, o crime foi planejado para roubar a vítima e cometido por dois suspeitos: Luís Alberto bastos Barbosa, de 29 anos, e Ronaldo da Silva Onedo, de 30. Luís teria atraído Mayara, com a promessa de um encontro. Após terem se relacionado com a ela, a dupla cometeu o assassinato com golpes de martelo.

Após a execução, a musicista teria sido colocada no próprio carro e levada para a casa de um terceiro homem, identificado como Anderson Sanches Pereira, de 31 anos. Na residência, os três suspeitos, que estão presos, fizeram a repartição dos objetos da vítima, e, de 6 a 8 horas depois, decidiram abandonar o corpo na estrada onde foi encontrado.

Segundo a polícia, os suspeitos ainda atearam fogo em um matagal com a intenção de que as chamas queimassem a mulher. Mas de acordo com a perícia, que esteve no local na quarta-feira, o incêndio atingiu apenas parte do corpo.

Luís Alberto Barbosa afirmou que não sabia o que estava fazendo. Ele foi o único a confessar a execução da musicista. No dia 16 de julho de 2018, Luiz foi ouvido pela última vez pela Justiça e disse estava sob efeito de drogas no dia do assassinato.

Luís Alberto no banco dos réus; ele é acusado de matar Mayara Amaral — Foto: Jaqueline Naujorks/ G1 MS

Mãe e irmã de Mayara Amaral acompanham julgamento juntas — Foto: Jaqueline Naujorks/ G1 MS

Protesto do lado de fora do Fórum de Campo Grande — Foto: Jaqueline Naujorks/ G1 MS