27/04/2014 11h10
A carga tributária é um dos principais motivos dos preços elevados dos carros no Brasil.
UOL
E a dança do IPI não para. Atento às baixas vendas do mercado automotivo nos primeiros meses de 2014, após o retorno de parte da cobrança do IPI, o Governo estuda voltar a reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados dos automóveis e comerciais leves em junho. O problema é que, nesta época, a medida soa mais como estratégia eleitoral de Dilma, que disputará a reeleição em outubro, do que como solução para retomar o crescimento das vendas de veículos.
Como se sabe, a presidente Dilma Rousseff usará o fato de ter atraído novas fábricas de automóveis para o Brasil, por meio do Inovar-Auto, como propaganda política. Afinal, além dos investimentos da ordem de R$ 15 bilhões até 2015, o Governo contabilizará também os empregos gerados pelas nove novas fábricas que o país receberá até o ano que vem. Segundo o site da presidente, nada menos que 25 empresas estarão fabricando automóveis e comerciais leves no Brasil até 2015.
Mas não é só: de acordo com o presidente de uma grande montadora que preferiu não se identificar, o pacote de incentivos às vendas de carros poderão contemplar também a redução do IPI em junho, data na qual está marcada uma nova rodada de discussões sobre o imposto – se ele se mantém como está hoje, se volta ao valor integral ou se baixa novamente. Vale lembrar que, conforme disse o presidente da Anfavea em entrevista ao CARPLACE, a carga tributária é um dos principais motivos dos preços elevados dos carros no Brasil. Segundo Luis Moan, um VW Gol poderia custar R$ 20 mil se não fossem os impostos.



