30/03/2017 15h10
Ex-presidente da Câmara foi condenado, em despacho do juiz Sérgio Moro, a 15 anos de cadeia
G1
A defesa do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) disse em nota nesta quinta-feira (30) que ficou “perplexa” com a velocidade que o juiz Sérgio Moro proferiu a sentença que condenou o ex-deputado a 15 anos de prisão. Segundo a nota, as alegações finais da defesa haviam sido entregues na última segunda-feira (27), três dias antes da sentença sair.
Moro considerou Cunha culpado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Essa é a primeira condenação do ex-presidente da Câmara na Lava Jato. Na ação, Cunha foi acusado de receber propina em contrato da Petrobras para a exploração de petróleo no Benin, na África.
Veja a sentença na íntegra.
“A defesa protocolou as alegações finais no início da noite de segunda-feira. Causa perplexidade a velocidade com que a sentença foi proferida”, diz o texto dos advogados de Cunha.
A defesa afirmou ainda que “provavelmente” Moro já tinha uma minuta da decisão pronta, e encarou as alegações finais como “mera formalidade”. Os advogados também disseram que a condenação é uma maneira de o juiz evitar, no Supremo Tribunal Federal, contestações sobre as prisões provisórias. Cunha vinha cumprindo prisão provisória na Lava Jato desde outubro de 2016.
“A peça da defesa, para o juiz, foi mera formalidade, eis que, muito provavelmente sua excelência já tinha, no mínimo, uma minuta de decisão elaborada; e, mais uma vez, tenta evitar que o STF julgue a ilegalidade das prisões provisórias por ele decretada. Isso é lamentável e demonstra a forma parcial que aquele juízo julgou a causa”, afirmou a defesa de Cunha.


