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Delegado diz que vítima alegou ter se confundido ao acusar ator de roubo

25/02/2014 18h

Indagado se a prisão do filho foi motivada por preconceito racial, Jair minimizou: “Sinceramente, não considero preconceito

UOL

O delegado Niandro Lima, titular da 25ª DP (Engenho Novo), afirmou que a mulher que acusou Vinícius Romão de Souza de roubar sua bolsa, foi ouvida novamente nesta terça (25) e alegou ter se confundido ao acusar o ator de roubo.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o delegado entregou à Justiça o pedido de soltura do ator.

Vinícius foi preso no último dia 17 de fevereiro acusado de ter agredido e assaltado uma mulher no bairro do Méier, na zona norte do Rio. O caso foi registrado pela 25ª DP, no Engenho Novo. Desde então o ator, que também é formado em psicologia, esteve preso na Casa de Detenção Patricia Acioli, em São Gonçalo, região metropolitana da cidade.

Jair Romão, pai de Vinícius Romão, celebrou a decisão do Tribunal de Justiça do Rio que concedeu um alvará de soltura ao ator nesta terça-feira (25). Vinícius, que participou da novela “Lado a Lado”, está preso desde o dia 17 de fevereiro na Casa de Detenção Patricia Acioli, localizada na região metropolitana do Rio.

Vinícius foi acusado de supostamente ter roubado e agredido Dalva Maria da Costa Dantas no Méier, zona norte carioca. O caso foi registrado na 25ª DP, no Engenho Novo. “Recebi o telefonema do advogado a pouco, o alvará foi assinado, mas alguns trâmites impedem que ele seja solto ainda hoje”, contou Jair durante conversa com o UOL.

O militar se disse “aliviado porque a justiça foi feita” e afirmou não sentir mágoa da vítima, que reconheceu Vinícius como o assaltante. “Não ficou mágoa em relação a ela [Dalva]. Qualquer um pode se confundir, ela foi assaltada, estava sob forte estresse emocional”, opinou Jair. Em novo depoimento, Dalva voltou atrás no reconhecimento e afirmou que Vinícius não era o homem que a assaltou.

Indagado se a prisão do filho foi motivada por preconceito racial, Jair minimizou: “Sinceramente, não considero preconceito. A vítima descreve um homem com as mesmas características de Vinícius, um homem negro com cabelo black power, a polícia procura dentro das características que a vítima informou, se fosse um branco, um moreno, ia dar no mesmo”, comparou.

Jair ainda elogiou a atitude do advogado, Rubens Nogueira Abreu, que chegou a ser criticado por não emitir pedido de habeas corpus. “Muita gente fritou (sic) o modo de atuação do advogado porque ele não entrou com pedido de habeas corpus, mas acontece que se isso tivesse ocorrido ele [Vinícius] teria sido libertado, mas além da libertação o importante era ele ser inocentado. Não adianta ficar em liberdade, mas com testa (sic) de ladrão. Foi um sofrimento, ele ficou preso duas semanas, mas agora vai sair com a cabeça erguida”, finalizou.

Foto: Arquivo familiar

Foto: Arquivo familiar