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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Depois de agressão e morte, escola pede assistência psicológica para alunos

Gabrielly Ximenes de Souza, de 10 anos, morreu uma semana depois de ser agredida por colegas

10/12/2018 11h40 – campograndenews

Os alunos da Escola Estadual Lino Villachá, onde estudava Gabrielly Ximenes de Souza, de 10 anos – que morreu uma semana depois de ser agredida por colegas de turma – devem receber assistência psicológica. O pedido foi feito pela direção do colégio a SED (Secretaria de Estado de Educação) logo após a morte da menina.

Ao Campo Grande News o diretor da escola, Olívio Mangolim, explicou que a intenção é que os profissionais da assessoria psicológica da secretaria falem com todos os alunos, ainda este ano. Já as crianças envolvidas na briga com Gabrielly devem receber um atendimento especial dos profissionais.

Ainda conforme o diretor, assim que a briga chegou ao conhecimento da escola os pais das alunas foram chamados para participar de uma reunião e luto de três dias foi decretado, sem haver alteração no calendário escolar.

Agora, apenas os alunos em recuperação continuam frequentando as aulas, que acabam oficialmente no dia 21 de dezembro.

O caso – A agressão aconteceu no dia 29, na saída da aula, fora da Escola Lino Villachá, que tem mil alunos. Uma menina de 9 anos contou à polícia que a briga começou ainda na escola. Uma xingou a mãe da outra. Quando acabou a aula, as duas seguiam pela a rua quando se desentenderam novamente e uma puxou o cabelo da outra.

A colega, então, usou a mochila para agredir a vítima. Foram três golpes, de acordo com o relato da criança e das testemunhas. Para a polícia os golpes não causaram a morte da menina. A investigação tenta esclarecer se a menina tinha ou não algum problema de saúde, que pode ter provocado sua morte.

No dia da agressão Gabrielly foi socorrida e internada na Santa Casa. Depois teve alta, mas morreu sete dias depois em decorrência de quatro paradas cardiorrespiratórias, após passar por um procedimento cirúrgico no quadril. O caso é investigado pela Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude).

Escola Estadual Lino Villachá fica no bairro Nova Lima (Foto: Arquivo)