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domingo, 18 de outubro, 2026

Desenhos em rua assusta moradores, mas faz parte de obra da Prefeitura

Secretaria de Obras realiza levantamento de ‘patologias’ do asfalto

02/08/2019 10h40 – Por: Wesley Carneiro

Um estranho quadrado de giz, torto e deformado, feito na Avenida José Nogueira Vieira, no Tiradentes, região leste da Capital, chamou a atenção do comerciante Luíz Inácio Medeiros, 58 anos. O desenho chamou a atenção por estar bem em frente à sua loja de roupas. No começo, pensou que fosse algo ligado a criminosos. ensou em chamar a polícia. Mas bastou andar duas quadras para perceber que toda a via estava com as estranhas marcações.

“Assusta né? Acordei, saí na rua e dei de cara com isso. Depois vi que toda a avenida está com esses desenhos. Impossível uma criança riscar o chão com giz em plena madrugada”, brincou.

Medeiros não foi o único. Desde a última semana, moradores da região acompanham a proliferação de figuras geométricas desenhadas na principal via do bairro. Extra-terrestres, providência divina? Especulações que incluíam até o apocalipse não faltaram, mas a verdade veio à tona com um anúncio oficial da Prefeitura de Campo Grande nesta sexta-feira (2).

A verdade é que a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos faz um levantamento detalhado da situação do pavimento de 60 quilômetros de ruas em Campo Grande.

As atividades fazem parte do projeto de recapeamento na Capital para os próximos dois anos e começou justamente pela região leste da cidade, onde são planejadas obras em 17 quilômetros de rua.

O trabalho minucioso tem como objetivo identificar ‘patologias’ do asfalto, como buracos, rachaduras, remendos e depressões.

O serviço envolve descrição dos problemas encontrados nos trechos analisados e registro fotográfico para banco de dados, e as informações serão utilizadas para elaboração dos projetos e cálculo dos custos.

Foi destacada uma equipe de profissionais atuantes na área e estudantes de engenharia para realização do serviço.

Segundo o secretário de obras do município, Rudi Fiorese, a identificação das ‘patologias’ definirá a solução necessária para cada trecho. “Há locais em que o desgaste é tão acentuado, que fazer simplesmente o recapeamento, não resolve o problema. Há necessidade, por exemplo, de refazer a base do pavimento , o chamado remendo profundo”, explicou.

Chão riscado causou estranheza para quem passou pelo local - Foto: Bruno Henrique/Correio do Estado