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Destino da propina de Pasadena seria definida por Delcídio, diz Cerveró

19/12/2015 06h10

Ex-diretor da Petrobras afirmou que senador recebeu, pelo menos, 1,5 milhão de dólares

Correio do Estado

O ex-diretor internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, afirmou, em depoimento de delação premiada, que o senador Delcídio do Amaral (PT) seria o responsável por definir o destino da propina nas obras da refinaria de Pasadena pela Petrobras. A compra da refinaria aconteceu em 2005 e gerou prejuízo de 792 milhões de dólares à estatal. As informações foram divulgadas pelo Jornal Nacional desta sexta-feira.

Cerveró confessou, no depoimento, que a compra da refinaria de Passadena rendeu 15 milhões de dólares em propina, sendo que ele ficou com 2,5 milhões de dólares. Ele relatou que foi pressionado por Delcídio, que cobrava parte da propina. Conforme o Jornal Nacional, Cerveró ficou com medo de sofrer retaliações e cedeu, repassando 1,5 milhão de dólares ao senador petista. Ele disse que Delcídio também cobrava propina do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque.

Ainda conforme Cerveró, novos negócios renderiam mais 1 milhão de dólares ao senador Delcídio, que completaria os 2,5 milhões para repassar a campanha do petista, em 2006, na campanha para o governo de MS.

Cerveró disse que acertou com a empreiteira UTC uma propina de R$ 4 milhões e que o destino desse dinheiro seria definido por Delcídio. O acerto foi feito em reunião entre Cerveró, Delcídio, Duque e o dono da UTC.
Ao Jornal Nacional, a assessoria de Delcídio afirmou que a declaração de Cerveró não tem fundamento.

foto: Internet