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domingo, 18 de outubro, 2026

Destino de PRF que matou empresário será definido na próxima terça-feira

29/01/2017 07h30

Destino de PRF que matou empresário será definido na próxima terça-feira

Juiz vai decidir se aceita a denúncia do MPE e se policial continuará preso

Correio do Estado

O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal de Júri de Campo Grande, decidirá, até a terça-feira (31), se aceita ou não a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) de que o policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, de 47 anos, teve intenção de matar o empresário Adriano Correia do Nascimento. Na mesma decisão, ele determinará se Moon continuará ou não preso.

“Em tese, o juiz, nesses casos, pode aceitar a denúncia total ou parcialmente ou rejeitá-la e devolver ao Ministério Público. Também nesta mesma decisão o juiz reaprecia a necessidade de manutenção ou não da prisão preventiva”, detalhou Garcete.

Moon é acusado de homicídio doloso, duas tentativas de homicídio e fraude processual depois de ter atirado contra veículo em que estava o empresário, o amigo dele e adolescente.

O policial rodoviário federal continua preso na sede do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garras) desde dia 5 de janeiro. Em 31 de dezembro ele chegou a ser detido, mas acabou solto na noite do domingo (1º).

O CASO

O empresário Adriano Correia do Nascimento foi morto por um policial rodoviário federal após briga de trânsito dia 31 de dezembro, no Centro de Campo Grande.

A vítima foi atingida por cinco disparos, constatou a perícia. O crime aconteceu enquanto vítima e dois amigos retornavam de uma casa noturna onde foram comemorar aniversário.

Informações da Polícia Civil apontam que Ricardo Moon teria disparado pelo menos sete vezes. O caso ocorreu na Avenida Presidente Ernesto Geisel, entre a Rua 26 de Agosto e a Avenida Fernando Corrêa da Costa, quase em frente à Capela da Pax Mundial.

Ricardo Moon durante reprodução simulada do crime - Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado