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domingo, 18 de outubro, 2026

Dia das Crianças: incentive seu filho a consumir com consciência

09/10/2014 14h50

Para promover um Dia das Crianças diferente para os filhos, a PROTESTE Associação de Consumidores sugere mostrar que o ideal é consumir com consciência e aprender que há muito mais além do que aparece na TV

Agência Brasil

O Dia das Crianças é uma data comercial, mas os pais podem conversar com os filhos para que não sejam seduzidos por apelos consumistas. Para promover um Dia das Crianças diferente para os filhos, a PROTESTE Associação de Consumidores sugere mostrar que o ideal é consumir com consciência e aprender que há muito mais além do que aparece na TV. Se elas se tornarem pessoas que valorizam mais o “ter” do que o “ser”, terão dificuldades em colocar em prática a solidariedade e valores positivos importantes em nossa sociedade.

Leia também: Brinquedos: é possível se divertir gastando pouco?

Essa abordagem é importante também para o meio ambiente, afinal, a compra excessiva de produtos compromete a sustentabilidade no planeta, já que, atualmente, se consome 25% a mais do que a Terra consegue renovar. Se continuarmos assim, os recursos naturais (água, energia e alimentos) ficarão seriamente comprometidos. Veja as dicas do Instituto Akatu para ajudar nesta tarefa:

1 – A televisão é uma das principais responsáveis pelo estímulo ao consumo nesta data. Limite, então, o tempo que seu filho passa diante da TV. E evite colocar o aparelho no quarto da criança.

2 – Como é praticamente impossível restringir totalmente o uso da televisão, assista aos programas infantis com seu filho. E quando aparecerem aqueles comerciais tentadores, converse a respeito com ele, levantando questões como o preço excessivo ou a real necessidade de ter um novo brinquedo.

3 – Outra dica para reduzir a influência da TV é, em casa, buscar fazer com o filho outras atividades longe da telinha, como ler histórias, brincar ou mesmo convidá-lo para ajudar a preparar o jantar.

4 – Seja um exemplo. Se você é uma pessoa que acha que o melhor programa do mundo é ir ao shopping center, provavelmente seu filho achará o mesmo. Por isso, fique atento às suas ações consumistas, para não ser imitado pela criança depois.

5 – Leve seu filho às compras com você só quando for realmente necessário.

6 – Nas situações em que estiver fazendo compras junto à criança, converse com ela sobre o que podem ou não comprar e o porquê disso.

7 – Mesmo diante do maior apelo de seu filho, saiba dizer não quando necessário. Estabelecer limites vai ser importante para ele entender que o consumo deve ser bem pensado.

8 – Apesar de suas ações, seu filho vai insistir no presente. Isso é fato. Então, negocie a compra de um brinquedo mais em conta e, junto a ele, promova a prática de uma ação mais lúdica e gratuita, como irem ao parque ou à praia.

9 – Mostre à criança que ela não precisa exclusivamente dos brinquedos para se divertir e se sentir bem.

10 – Por fim, para ensiná-la a não ter apegos excessivos, estimule-a a separar brinquedos e roupas para doar a outras crianças.

Mas se ainda assim preferir comprar um brinquedo, veja as dicas da PROTESTE para acertar na compra:

1 – Atenção à faixa etária ou idade a que se destine;

2 – Procure a identificação do fabricante (nome, CGC, endereço);

3 – Número de peças e regras de montagem se for o caso, escritas de forma clara, em português e com ilustrações;

4 – Atenção a eventuais riscos que possa causar à criança;

5 – Veja se tem o selo de segurança do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), bem com o de um órgão credenciado para testar sua qualidade (IQB, Falcão Bauer);

6 – Não compre por impulso. Nem sempre produtos “da moda” são os mais adequados;

7 – Toda vez que possível, deixe que a criança manuseie o brinquedo antes de comprá-lo e veja se é seguro;

8 – Brinquedos educativos podem ser boas opções, pois além do divertimento apoiam o desenvolvimento e a educação. São fabricados sob supervisão de especialistas em educação, como psicólogos e pedagogos, e valorizam o trabalho de artesãos. Os brinquedos refletem linhas e escolas pedagógicas e são desenvolvidos para potencializar a inteligência. Mais do que diversão e entretenimento, podem dar às crianças um impulso no aprendizado.

As crianças muito pequenas gostam de tocar, pôr na boca e experimentar os objetos que lhes são dados. Apesar de nem todos os defeitos serem visíveis, os pais podem ter um papel preventivo ao serem exigentes na escolha.

Dia das Crianças: incentive seu filho a consumir com consciência