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sábado, 17 de outubro, 2026

”Dia dos Namorados: melhor hamonia que presentes”

12/06/2015 08h50

Antonio Carlos Siufi Hindo – Promotor de Justiça aposentado

Correio do Estado

O dia 12 de junho está reservado para comemorar em todo o território nacional o Dia dos Namorados. É uma festa como qualquer outra elencada no calendário arquitetado pelas convenções sociais, e que tem no comércio sua maior força.

Não tenho a menor dúvida que é sempre bom e agradável receber presentes qualquer que seja o dia, quando vem acompanhado pela sinceridade de propósitos e da vontade inexpugnável de exteriorizar os sentimentos mais nobres e elevados que sempre agigantam as ações do ser humano.

E no dia dos namorados a regra cresce de importância e de significado alvissareiro. Afinal de contas estaremos presenteando a nossa namorada, esposa, amiga, conselheira e confidente e que sempre será o nosso norte seguro a indicar com segurança o caminho a ser seguido para superar as dificuldades que o destino está a reservar ao casal de namorados.

Não importa a idade, a condição social, a profissão religiosa de quem vai protagonizar tão importante e especial data.

Nada disso importa. O importante é que essa data seja vivida intensamente não só por ocasião das comemorações a ela endereçada mas, precisa ser, acima de tudo uma constante na vida a dois ao longo de sua duração.

Aqui reside o ponto importante do tema. Sim, porque dar presente à nossa namorada apenas pelo simples fato de agradar; de criar um clima que não guarda consonância com a realidade dura do dia a dia é a mesma coisa que despertar um sentimento duvidoso quanto ao respeito, à estima, à confiança, em especial ao amor que precisamos tributar à nossa namorada. Se o presente vier desacompanhado de qualquer desses atributos, ou mesmo virtudes, então o presente não terá nenhum sentido prático, objetivo.

O dia dos namorados como outros tantos que comemoramos ao longo do nosso calendário civil precisa ter uma reflexão diferenciada por parte dos protagonistas da grande festa.

Especialmente quando desse relacionamento, existem filhos, netos e bisnetos. E mesmo que desse relacionamento não exista ainda a prole, ou se ela se constitui em algo impossível de se consolidar por razões que não merecem aqui um melhor enfrentamento, ainda assim, o amor é que se constituirá sempre no paradigma das nossas mais lindas manifestações a solidificar esse laço de união e de amizade de valor inquestionável. Ele vence as resistências; não se dobra aos caprichos; é benevolente e está acobertado com o poder mágico do perdão.

Quando ele existe de verdade, não há lugar para as sevícias, os maus tratos, as trocas de ofensas verbais e físicas, que nos remetem a viver no próprio inferno em vida. É esse amor puro e cristalino que precisa sempre estar acompanhado do presente que vamos oferecer para a nossa namorada.

Ele tem outro indicativo peculiar. Faz despertar nos filhos a importância que eles representam para a formação da personalidade e a consolidação do caráter, fundamentais para os relacionamentos sociais, pessoais e familiares.

O Dia dos Namorados, como o dia em que dedicamos às mães, às crianças e ao Natal, não é diferente em nada no que se relaciona ao seu valor intrínseco.

Todas essas festas devem e precisam ser comemoradas todos os dias do ano civil como sendo a prova mais evidente que o aspecto material não pode superar nenhum centímetro o aspecto espiritual que embeleza e encanta esses acontecimentos.

Vamos, portanto, nesse dia 12 de junho, viver intensamente uma união duradoura, preciosa, exaltando os valores das nossas namoradas e oferecendo a elas mais dos que os presentes, que por certo existirão. Vamos oferecer o nosso respeito e o nosso amor que serão sempre os principais avalistas de tão importante relação.

Promotor de Justiça aposentado Antonio Carlos Hindo(Foto: Divulgação)