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terça-feira, 4 de agosto, 2026

Diagnóstico precoce e novas terapias ampliam perspectivas para pacientes com mieloma múltiplo  

Os avanços no diagnóstico e no tratamento do mieloma múltiplo vêm mudando de forma significativa o curso da doença, ampliando as chances de controle e proporcionando mais qualidade de vida aos pacientes. Novas combinações de medicamentos, imunoterapias e terapias celulares têm permitido respostas mais profundas, inclusive em casos considerados mais complexos. No Einstein em Goiânia, que é referência em diagnóstico e tratamento de doenças hematológicas, a linha de cuidado do paciente é personalizada, reunindo as melhores e mais modernas opções terapêuticas de acordo com cada caso.  

O mieloma múltiplo é um tipo de câncer hematológico que se desenvolve na medula óssea e afeta os plasmócitos, células responsáveis pela produção de anticorpos e pela defesa do organismo. Alteradas, elas passam a se multiplicar de forma descontrolada e a produzir proteínas anormais, chamadas proteínas monoclonais, que podem comprometer principalmente os rins, os ossos e o sistema imunológico. Os principais fatores de risco para mieloma múltiplo incluem idade avançada, gênero masculino, raça negra, histórico familiar, obesidade e exposição a produtos químicos.  

De acordo com o hematologista Gustavo Fernandes, do Einstein em Goiânia, a incorporação de tecnologias como anticorpos monoclonais, terapia quádrupla, anticorpos bioespecíficos e terapias com células CAR-T redefiniu o padrão de tratamento da doença nos últimos anos. “Hoje, conseguimos alcançar respostas mais duradouras e, em alguns casos, uma condição que chamamos de cura funcional, quando a doença permanece controlada por longos períodos, permitindo ao paciente manter sua rotina e expectativa de vida”, afirma.  

Apesar dos avanços, o diagnóstico precoce ainda é um dos principais desafios. Isso porque os sinais iniciais podem ser inespecíficos e facilmente confundidos com condições comuns. Entre os sintomas mais frequentes estão cansaço associado à anemia, dores ósseas, alterações na função renal, níveis elevados de cálcio no sangue e fraturas espontâneas. “Muitas vezes, o mieloma se manifesta inicialmente como uma anemia aparentemente simples. A investigação adequada nesses casos é essencial para identificar a doença em estágios iniciais, quando há maior possibilidade de preservar órgãos e alcançar melhores resultados com o tratamento”, explica o especialista.  

O diagnóstico envolve exames como hemograma, dosagem de ureia, creatinina e cálcio, eletroforese de proteínas séricas e urinárias, imunofixação e análise das cadeias leves livres Kappa e Lambda. Exames de imagem, como PET-CT, ressonância magnética ou tomografias, auxiliam na identificação de alterações ósseas, e a confirmação é feita pelo hematologista por meio do mielograma e da biópsia de medula óssea.  

Além do tratamento medicamentoso, o transplante autólogo de células-tronco continua sendo uma estratégia relevante para pacientes elegíveis, contribuindo para respostas mais profundas e prolongadas. O acompanhamento também é parte fundamental do cuidado, com monitoramento regular para avaliar a resposta à terapia e identificar precocemente possíveis recaídas.  

Segundo o médico, o cenário atual é mais promissor do que há alguns anos. “O mieloma múltiplo deixou de ser uma doença com opções limitadas. Há um número crescente de terapias disponíveis e em desenvolvimento, o que permite adaptar o tratamento de acordo com o perfil de cada paciente e a evolução da doença. Com acompanhamento especializado, o paciente pode seguir com qualidade de vida, autonomia e dignidade.”