Dourados enfrenta um agravamento expressivo nos casos de chikungunya, com mais de 2.200 notificações, 1.025 confirmações e taxa de positividade de 74,9%. O cenário é ainda mais crítico nas aldeias Jaguapiru e Bororó, onde já foram registradas centenas de ocorrências, além de cinco mortes. A insuficiência de agentes de combate às endemias e a dificuldade em manter visitas domiciliares regulares têm comprometido o controle dos focos do mosquito, ampliando o risco de disseminação da doença tanto nas comunidades indígenas quanto na área urbana.
Diante do agravamento dos casos de chikungunya no município, a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) apresentou uma indicação solicitando ação conjunta e emergencial entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Dourados para conter o avanço da doença.
A proposta solicita, em caráter prioritário, a ampliação do número de Agentes de Combate às Endemias e o reforço das equipes do Centro de Controle de Zoonoses.
Os dados reforçam a gravidade, além das notificações totais, há 1.857 casos prováveis e 832 ainda em investigação, o que indica circulação ativa da doença e possibilidade de novos aumentos.
A falta de agentes suficientes tem comprometido a regularidade das visitas domiciliares, uma das principais estratégias para eliminar focos do mosquito transmissor. Sem essa presença constante, ações educativas e preventivas perdem força, abrindo espaço para o avanço da doença.
Para Lia Nogueira, o momento exige resposta rápida e urgente. “Precisamos ampliar essa cobertura, intensificar as visitas e combater os focos com mais eficiência, principalmente nas aldeias. Hoje, o número de agentes não é suficiente para dar conta dessa demanda”, reforçou.
A deputada também defende maior integração entre Estado e Município para assegurar estrutura e recursos compatíveis com a dimensão da crise.
Enquanto isso, em Dourados, a população segue convivendo com o avanço da doença e a pressão crescente sobre a rede de saúde, à espera de medidas que consigam frear a epidemia.

