Escreve o colunista João Natacio de Oliveira em sua coluna
26/09/2018 07h – Jornal de Noticias
INFORME JN
VOTO CONTADO
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Estamos praticamente há 11 dias das eleições e em todos os Estados o bicho está pegando. Aqui em Mato Grosso do Sul o “bicho já pegou”. Tem muita gente importante da política, empresariado e influentes personalidades presas ou se escondendo da justiça para escapar da facada judicial.
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Pior que isso. Tem alguns candidatos bitola larga concorrendo ao Governo, Senado, Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados correndo o risco de serem eleitos e sendo impedidos de tomar posse por causa da gloriosa Ficha Limpa que sujou de uma hora para a outra. Outro problema: o bendito segundo turno.
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Esse período eleitoral é praticamente uma outra eleição muito mais difícil e bastante concorrida. Segundo os últimos levantamentos dos institutos de pesquisas, aqui em Mato Grosso do Sul a disputa poderá ir para o segundo turno. Se acontecer isso, aí o projeto da reeleição do governador Reinaldo Azambuja pode se complicar ainda mais.
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Por enquanto, apesar dos problemas da faca na goela provocados pelas delações da JBS que levaram a Polícia Federal realizar muitas prisões envolvendo gente da sala e cozinha do governador, tudo indica que o Reinaldo Azambuja poderá ganhar a eleição no primeiro turno.
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Porém, se o pleito caminhar para decisão só no dia 28 de outubro, aí toda a esquerda vai se unir contra o candidato tucano, mesmo o seu provável concorrente, o Juiz aposentado Odilon de Oliveira, haver levado uma punhalada pelas costas de um primo ingrato.
VOTOS COBIÇADOS
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Por outro lado, em Mato Grosso do Sul há 100 mil eleitores que não são obrigados a votar, mas podem votar na eleição de 7 de outubro. São os jovens entre 16 e 17 anos que estão estreando o título de eleitor dando o primeiro voto e os idosos com mais de 70 anos. Os candidatos estão sem tempo para correr atrás desses eleitores que estão dando o primeiro voto e aqueles que podem estar dando o último.
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Esta semana o mau tempo prejudicou a campanha eleitoral de muitos candidatos ao Governo do Estado, Senado e outros cargos. Pelo menos segunda-feira o prejuízo foi grande. O tempo está curto até 7 de outubro e quem não correr agora pode chegar a reboque no dia da eleição.
GUINÉ EQUATORIAL
- Falar nisso, não está bem explicada essa história da dinheirama apreendida no Aeroporto de Campinas procedente da longínqua Guiné Equatorial. Para a apreensão dos milhões de dólares ainda pode haver uma explicação apesar das várias versões que estão circulando no País, a questão maior é o aparecimento daquela quantidade de relógios de ouro cravejados de pedras preciosas. Nessa história tem rolo. Rolo de
brilhante com pedrinhas de diamante. Do jeito que aquele dito-cujo gosta…
BOLSONARO
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Dizem que o homem é um mito ou um fenômeno e eu estou achando que é mesmo. Pelas manifestações espontâneas que estão acontecendo em todo o Brasil com carreatas, buzinaços, panelaços e outros movimentos enquanto Bolsonaro se recupera num leito do hospital Albert Einsten em São Paulo do atentado sofrido em Minas Gerais. Atentado que até o momento ainda não foi convenientemente explicado pelos organismos policiais e judiciários do país.
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Resumindo: está todo mundo (ou quase todo mundo) orando e rezando para que ele deixe o hospital logo e vença a eleição já no primeiro turno. O entendimento geral é que se o pleito eleitoral ficar para decisão no segundo turno, as coisas podem se complicar, em razão da união dos partidos de esquerda contra ele. Seria um bom momento para se avaliar o tamanho da força da esquerda brasileira.
CHAMANDO
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“Precisando do Meirelles é só chamar”. O MDB chamou e ele veio a Ponta Porã segunda-feira, dia 17, o número de Jair Bolsonaro. Só que na reunião no auditório da Associação Comercial parece que os ouvintes gostaram mais da conversa do deputado Júnior Mocchi, candidato a governador de Mato Grosso do Sul. Observei que o Brumoí, presidente municipal do MDB, e o Chiquito estavam felizes com o sucesso do evento.
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Não sei se ele caiu do “Expresso 15”, mas parece que o senador Moka não veio. Em seu lugar estava a senadora Simone Tebet que deu muito bem o seu recado.
J. N. Oliveira


