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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

DOF, Funai e MPF estão reunidos em Ponta Porã para tratar das invasões em Antônio João

28/08/2015 15h20

DOF aconselha que produtores retirem seus rebanhos e implementos agrícolas

Por: Dora Nunes

Representantes do Ministério Público Federal, da Funai, DOF, Polícia Federal e Civil, bem como vários produtores rurais estão reunidos na sede do MPF em Ponta Porã desde as 14h30min dessa sexta-feira, dia 28 para tratar a respeito da invasão a fazendas que aconteceram na cidade de Antônio João.

A reunião conta com a presença do diretor da Funai Elder Paulo Ribas; chefe do DOF, coronel Ari Carlos Barbosa; delegado da Polícia Federal, Bruno Maciel e do delegado regional Clemir Vieira Junior.

A equipe do Pontaporainforma esta acompanhando a reunião cujo objetivo é resolver o litígio da forma mais pacífica possível e de acordo com a Funai, mais de 250 famílias indígenas estão ocupando 6 fazendas, totalizando aproximadamente 20 mil hectares. Nessas fazendas tem mais de 5 mil cabeças de gado e algumas já teriam sido abatidas pelos indios.

O DOF propôs que os fazendeiros retirem de suas terras os seus rebanhos e implementos agrícolas, bem como pertences pessoais.

O representante da Funai informou que o mais complicado de toda a situação é que vários indígenas se colocam como líderes, o que dificulta a negociação. Cercas das propriedades particulares foram cortadas e vários animais estão perambulando pelas estradas.

O CIMI (Conselho indigenista Missionário) organismo vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) foi citado na reunião, onde a Funai afirmou que o conselho é um órgão que faz um trabalho junto aos indígenas diferente do executado pela Funai.

O Dr Ricardo Parl Ardebghi, procurador do Ministério Público Federal, não pode participar da reunião por estar em audiência fora da sede do MPF.

Agora, o chefe da Funai levará a proposta apresentada na reunião para os índios que estão na área de conflitos, cujo teor é o de concertas as cercas destruídas, deixar uma equipe das forças de segurança entrarem no local bem como os proprietários das terras para avaliar a situação das fazendas.

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