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terça-feira, 20 de outubro, 2026

Dona das Casas Bahia e do Pontofrio, registrou prejuízo líquido de R$ 177 milhões

25/02/2016 07h

Um ano antes, dona de Casas Bahia e Pontofrio lucrara R$ 356 milhões

A Via Varejo, dona das Casas Bahia e do Pontofrio, registrou prejuízo líquido de R$ 177 milhões no quarto trimestre de 2015, ante lucro líquido de R$ 356 milhões no mesmo período do ano anterior, informou a empresa na madrugada desta quarta-feira.

A companhia atribuiu o resultado negativo à piora na linha de equivalência patrimonial, menor diluição de despesas fixas, maior despesa financeira e despesas com reestruturação.

A varejista de móveis e eletroeletrônicos teve Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 125 milhões, queda de 83,8% na mesma base de comparação.

A receita líquida caiu 14,7%, para R$ 5,46 bilhões. No conceito “mesmas lojas”, houve redução de 15,2%.

“Para os próximos trimestres, a Via Varejo continuará com o foco na excelência operacional, aumentando a produtividade atual das lojas, reduzindo o custo de distribuição e reforçando a estratégia comercial, o que deixará a companhia ainda melhor preparada para recuperar as vendas e aumentar os ganhos de market share”, disse a companhia em seu balanço trimestral.

A rede de lojas de eletrodomésticos e móveis tem preocupação de demonstrar solidez financeira e por isso vai se concentrar em 2016 em proteger seu caixa diante de um ano em que o setor espera queda de vendas de até dois dígitos, afirmaram executivos da companhia nesta quarta-feira.

A companhia vai seguir trabalhando em iniciativas de ganho de eficiência e redução de custos logísticos para conseguir bancar manutenção em política de agressividade de preços, afirmou o presidente Peter Estermann, durante teleconferência com analistas.

PRESSÃO NO CURTO PRAZO

Analistas do Credit Suisse consideraram o resultado fraco, mas destacaram positivamente a geração de caixa no período e reiteraram a visão de que as ações da varejista têm valor, embora devam seguir sob pressão no curto prazo. Eles estimam que a empresa deve mostrar algum crescimento de receita no segundo trimestre de 2016 que pode ser um trigger para as ações, conforme nota a clientes.

A companhia terminou 2015 com caixa líquido de R$ 2,3 bilhões, um crescimento de R$ 1,6 bilhão, e o diretor financeiro da rede varejista, Felipe Negrão, afirmou que a empresa não tem no radar no momento operações de fusão e aquisição.

— Considerando a atual perspectiva econômica nos próximos meses e anos, continuamos com foco em manter caixa e manter solidez financeira. É importante para o gestor e para fornecedores e para todo mundo mostrarmos isso — disse Negrão aos analistas.

Segundo Estermann, a Via Varejo não tem meta de fechamento de lojas este ano e vai trabalhar para melhorar performance daquelas que estejam apresentam desempenho abaixo do esperado.

— Vamos continuar sendo competitivos em preço, competitividade é importante (…) mas vamos preservar margens, trabalhando internamente para ajusta custos a essa realidade e abrir novas linhas de receitas — afirmou Estermann, citando que a empresa vai ofertar mais produtos financeiros como forma de ampliar receitas.

— Existe uma previsão de uma queda no mercado importante para 2016, e nossa estratégia é no mínimo estarmos alinhados com o mercado. Entendemos que temos oportunidade de ganhar participação de mercado — disse o executivo comentando expectativas do setor de varejo de queda nas vendas de até dois dígitos neste ano.

Para o primeiro trimestre, Estermann procurou demonstrar otimismo aos analistas comentando que a fornecedores ainda não repassaram tabelas novas de preços à companhia e que a expectativa da Via Varejo para o início do ano é “boa, com crescimento de receita”.

PROBLEMAS COM A CNOVA

Sobre os problemas vividos pela Cnova em centros de distribuição, a Via Varejo não espera impactos sobre suas operações, disse o presidente da companhia, citando auditorias internas realizadas pela empresa.

A Cnova identificou recentemente desvios de produtos em seus centros de distribuição no Brasil, o que fez suas receitas serem infladas em R$ 110 milhões até dezembro do ano passado. A Cnova é empresa de comércio eletrônico do grupo francês Casino e reúne sites de bandeiras como Casas Bahia e Ponto Frio, marcas da Via Varejo.

Fonte: Reuters e O globo

Via Varejo, que administra Casas Bahia e Ponto Frio, teve prejuízo no terceiro trimestre - Fernando Quevedo