22 C
Ponta Porã
domingo, 18 de outubro, 2026

“Dono” de clube e de 30 atletas. Como Gabriel O Pensador entrou no futebol

18/03/2015 07h50

O rapper relembra como foi o seu começo com o esporte. “Eu tinha um trabalho na Rocinha. Era uma ONG que durou sete anos.

UOL

Em 1992, o rapper Gabriel O Pensador despontou nacionalmente com a música “Tô Feliz (Matei o Presidente)”. A composição foi censurada pelo Ministério da Justiça cinco dias depois de ser levada às rádios em uma fita demo. No período, chegou a ficar entre as mais tocadas nas rádios brasileiras. Naquela época, o país vivia o período que antecedeu ao impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, então filiado ao PRN (Partido da Reconstrução Nacional). Posteriormente, a música foi liberada e fez parte do seu primeiro disco.

Passados quase 23 anos, Gabriel ainda tem a música como sua atividade principal. Mas nos últimos anos se envolveu com o futebol. Ele atua como empresário de jogadores e firmou uma parceria com o pequeno Novo Horizonte, de Esteio, no Rio Grande do Sul. Lá, tem cerca de 100 jogadores nas categorias de base. Entre os profissionais, conta com cerca de 30 jogadores, em outros clubes.

Há pouco mais de um mês, muitos se surpreenderam na apresentação do meia Gabriel Xavier, que trocou a Portuguesa pelo Cruzeiro. Na sua chegada à Toca da Raposa, enquanto o jogador posava mostrando a nova camisa aos fotógrafos e cinegrafistas, Pensador estava ao seu lado.

O rapper relembra como foi o seu começo com o esporte. “Eu tinha um trabalho na Rocinha. Era uma ONG que durou sete anos com música, com break, rap, artes (…) Tinha alguns garotos da ONG que queriam jogar bola. Mas eu não tinha nada a ver com isso (…) Até que um garoto de fora da ONG queria fazer um teste e pediu ajuda. Eu mandei ele para um empresário de futebol olhar. Foram três meninos. Mas não deu certo. Um era muito velho, o outro muito fraco…”

Gabriel Xavier ao lado de Gabriel O Pensador, no Cruzeiro.foto: Washington Alves / Light Press