27/09/2015 08h10
Tricolor de Osorio é o segundo time que mais troca passes no Brasileirão; já o Verdão de Marcelo Oliveira é a equipe que mais levanta bola na área e marca
Globo Esportes
O clássico entre São Paulo e Palmeiras neste domingo, às 16h (de Brasília), no Morumbi, pela 28ª rodada do Brasileirão, é um confronto direto por uma vaga no G-4. O Verdão é o quarto colocado com 44 pontos, dois a mais do que o Tricolor, que vem em quinto.
O jogo confronta dois estilos bem diferentes. O Palmeiras lidera os rankings de cruzamentos na área e gols de cabeça. Já o São Paulo é o segundo em posse de bola.
Vale ressaltar que, no ano, o Verdão leva larga vantagem no confronto direto com o Tricolor, com duas vitórias em seus domínios: 3 a 0 no Paulistão (ainda com Oswaldo de Oliveira contra Muricy Ramalho) e 4 a 0 no Brasileirão (já com Marcelo Oliveira contra Juan Carlos Osorio). Mas desde 2002 o Palmeiras não bate o São Paulo no Morumbi e desde 1997 não vence três duelos seguidos.
Ao contrário do Palmeiras, o São Paulo é um time de mais posse de bola. No geral, o Tricolor já trocou 8.776 passes e está atrás apenas do Atlético-MG nesse quesito, com 8.911. O Palmeiras é apenas o 13º, com 7.062. Em várias ocasiões, o técnico Marcelo Oliveira se queixou que seu time não sabe valorizar a posse de bola.
Nas últimas duas vitórias do Verdão no Brasileiro, o time teve menos tempo com a bola do que o adversário – 44% nos 3 a 2 sobre o Grêmio e 47% nos 4 a 1 diante do Fluminense. O São Paulo, por sua vez, teve 58% da posse de bola diante do Avaí no último domingo, em Florianópolis. Mesmo assim, perdeu por 2 a 1. Em compensação, teve 52% contra o Grêmio, sempre tão poderoso em Porto Alegre, e venceu, também por 2 a 1.
Essa bipolaridade tricolor explica os altos e baixos de um time que sofreu com desmanche e depois com desfalques nos últimos três meses, já com Osorio. O desempenho é uma gangorra: a vitória convincente sobre o Inter foi seguida por uma derrota humilhante frente ao Santos na Vila. Na sequência, diante do Grêmio no Sul, o São Paulo venceu quando muitos esperavam novo tropeço. O jogo seguinte era a Chapecoense, no Morumbi. Chance para embalar, certo? Errado. O empate em 0 a 0 foi uma ducha de água fria num torcedor que não sabe mais o que esperar do São Paulo.
O desempenho está diretamente ligado a dois jogadores: Pato e Ganso. Até o menos assíduo dos torcedores são-paulinos sabe que, quando seus dois craques com nome de ave estão num dia ruim, o Tricolor não consegue jogar bem. Foi assim, por exemplo, no empate diante da Chapecoense, quando Pato, que assumiu publicamente ter entrado em campo chateado por não ter sido convocado, teve uma exibição abaixo da crítica e acabou sendo substituído.
O Palmeiras é o terceiro time que mais levanta bola na área: 440 no total, média de 16,2 por jogo. Só Flamengo (472) e Atlético-MG (448) apostaram mais nos chuveirinhos. O São Paulo é apenas o nono nesse ranking, com 343 (média de 12,7). As equipes que menos apostam na bola aérea são o Grêmio (242) e Santos (247).


