30/10/2013 16h
Equipes se enfrentam no próximo domingo, em jogo válido pela segunda fase da Série B
Douradosagora
“É o clássico que resgata as lembranças do bom futebol de Mato Grosso do Sul”. É assim que o douradense José Antonio Coca, vice-presidente da Associação de Cronistas Esportivos do Estado (Acems), define o confronto decisivo entre Ubiratan e Operário que acontece na tarde do próximo domingo, no Douradão, válido pela última rodada da segunda fase de grupos da Série B do Campeonato Estadual.
O clube douradense, com 100% de aproveitamento e nove pontos somados no grupo “D”, pode perder por até dois gols de diferença, que mesmo assim estará classificado para a final da “Segundona” e garantido na Série A do ano que vem, enquanto o Operário, com seis pontos, só avança à decisão se aplicar uma ‘goleada’. Coca lamenta as circunstâncias, lembrando que esse encontro teria ainda mais notoriedade, caso fosse uma final.
“Será um excelente jogo; pena que não é uma decisão de título como muitos torcedores sul-mato-grossenses gostariam, todavia, o duelo traz de volta o clássico entre dois dos principais clubes do Estado, mas infelizmente apenas um deles vai se classificar. Isso faz parte do jogo e a tabela foi definida e aceita por todos as entidades participantes. Vale lembrar que do outro lado, na chave E e já classificado para a final, está o Costa Rica, time de tradição que já foi campeão da primeira divisão, sendo merecedor de sua condição de finalista”, explicou Coca.
O vice-presidente da Acems aponta o Ubiratan como ligeiro favorito para ficar com a vaga. “O leão está, neste momento, um passo à frente do galo da capital, principalmente na questão estrutural. Fora dos gramados, está com as contas em dia e pode oferecer melhores condições para seus atletas.
Dentro de campo, ambos vêm muito fortes. Tenho conversado com jogadores do Ubiratan e em hipótese alguma eles cogitam a possibilidade de derrota. Querem a vitória para saírem com a melhor campanha da segunda fase, conquistando assim o direito de disputar o título em casa”, disse.
Do outro lado, mesmo que a vaga na final não venha, o Operário vai tentar ficar pelo menos entre os três primeiros colocados da classificação geral, para que, caso haja alguma desistência na Série A, possa entrar como substituto e jogar a elite sul-mato-grossense. “Essa é a realidade do nosso futebol. O Operário vai querer a todo custo vencer para que, na pior das hipóteses, fique ao menos em terceiro na soma geral, e quem sabe assim assumir a vaga de algum desistente, já que tenho informações de que os times estão com grandes dificuldades para conseguir patrocínio”, completou.


