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Ebola já registra mais de 5 mil mortes em todo o mundo; confira mapa da doença

01/11/2014 12h

Os países da África ocidental continuam sendo os mais afetados pela epidemia.

Agência Brasil

De acordo com o relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS)* nesta sexta-feira (31), já foram registrados este ano 13.681 casos da doença em todo o mundo, dos quais 5.041 resultaram em morte.

Os países da África ocidental continuam sendo os mais afetados pela epidemia. Na Libéria, país onde foram detectados os primeiros casos de ebola este ano, já são 6.535 casos registrados, com 2.413 óbitos. Em Serra Leoa, apesar do reforço na fiscalização das fronteiras, a doença atingiu 5.238 pessoas, dentre as quais 1.510 vieram a falecer. Na Guiné, onde as medidas de combate à proliferação do vírus foram redobradas, 1.667 casos e 1.018 mortes foram registradas.

Na região central da África, o surto da doença na República Democrática do Congo atingiu 66 pessoas, das quais 49 vieram a óbito, segundo informações recentes da OMS. As autoridades de saúde congolesas acreditam que não exista ligação entre os casos de ebola no país com o surto nos países do oeste africano

Nigéria, que chegou a registrar 20 casos e 8 mortes por ebola, e Senegal, que teve seu primeiro e único caso da doença confirmado no final de agosto, foram declarados pela OMS como área livre de ebola, por não terem registrado outras ocorrências da doença há mais de 40 dias, o equivalente a dois períodos de incubação do vírus.

Localizado entre a Guiné e a Nigéria, o Mali confirmou o primeiro caso de ebola no país, na semana passada. Uma menina de dois anos, que vinha de Kissidougou, na Guiné, foi colocada em quarentena na localidade de Kayes, na quarta-feira (22), com sintomas da doença. Após a realização de exames, o resultado para ebola foi positivo. Ela, contudo veio a falecer dois dias depois dar entrada no hospital.

No Brasil, três casos suspeitos da doença foram descartados. Um paciente proveniente da Guiné deu entrada no dia 8 de outubro em uma unidade de pronto-atendimento em Cascavel, no Paraná, e chegou a ser transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, onde ficou internado por cinco dias em área de isolamento até a confirmação negativa do exame. O segundo caso, tratou-se de um mal entendido entre o paciente e a equipe de atendimento em saúde.

Um brasileiro, de 22 anos, buscou atendimento médico em Foz do Iguaçu, também no estado do Paraná, apresentando febre e náuseas. A secretaria local de saúde havia entendido que o rapaz havia passado por Serra Leoa, país atingido pela epidemia de ebola, acionando o protocolo de suspeita de doença. Após checarem o passaporte do paciente, verificaram que ele viajado recentemente para o exterior, mas sem passar por nenhum país africano.

A última suspeita ocorreu em Brasília, no Distrito Federal. Um comissário de bordo que esteve no Panamá deu entrada no Hospital Santa Lúcia com febre e náuseas. Por se tratar de um paciente que esteve em voo internacional, o protocolo de segurança – que prevê o isolamento do local – foi iniciado. Foi averiguado que o paciente não esteve em áreas consideradas endêmica para o ebola e que se tratava de uma infecção intestinal. Com isso, a suspeita foi logo descartada e o protocolo de segurança internacional, desativado.

O ebola é uma doença altamente contagiosa que provoca uma grave febre hemorrágica. A doença chega a matar de 60 a 90 por cento das pessoas infectadas.

  • As informações divulgadas pela Organização Mundial de Saúde consideram os casos confirmados, prováveis e suspeitos e estão sujeitos a reclassificação pela entidade, conforme os resultados diagnósticos informados pelos ministérios da saúde dos países.

Profissionais da saúde da Guiné reforçam os cuidados com os hábitos de higiene no atendimento aos doentes com ebola (Foto: Jean Louis Mosser/European Commission DG ECHO)

Governo brasileiro simula resposta a eventual caso de ebola (Foto: Tânia Rêgo/Agência