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quinta-feira, 17 de setembro, 2026

Edmilson Costa propõe jornada de 30 horas e fim da escala 6×1 no programa de governo

O candidato à Presidência pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), Edmilson Costa, apresentou em seu programa de governo propostas de reforma significativas, com foco especial nas áreas trabalhista e social. Entre as principais medidas anunciadas estão a implementação da jornada de trabalho de 30 horas semanais, sem a correspondente redução salarial, e o fim da escala de trabalho 6×1, amplamente utilizada em diversos setores do comércio e serviços.

O plano de governo, intitulado “Construir o Poder Popular, Rumo ao Socialismo”, está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e detalha as diretrizes que o candidato defende para o país. A proposta de redução da jornada de trabalho visa, segundo o candidato, melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e estimular a geração de empregos.

Além das mudanças na jornada e escala de trabalho, o programa do PCB também prevê a reforma agrária popular e a valorização do poder de compra dos trabalhadores, com a garantia de um salário mínimo condizente com os estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Tais medidas buscam atender a objetivos políticos, econômicos e sociais de longo prazo.

O documento aborda ainda a luta contra o imperialismo e expressa solidariedade a países como Cuba, Palestina e Irã, além de outros povos que, segundo o partido, defendem sua soberania diante da ordem internacional vigente. Outras propostas incluem o fim dos monopólios na comunicação, a estatização de setores econômicos estratégicos como água e energia, a proteção ambiental e um programa de moradia popular.

Costa também defende o fim do atual arcabouço fiscal, a universalização de serviços públicos de qualidade em saúde, transporte e educação, e a adoção de uma lei de responsabilidade social para assegurar recursos para políticas sociais. A candidatura do PCB se apresenta como uma alternativa para “romper com a velha ordem oligárquica” e promover um novo modelo social e econômico no Brasil, baseado na soberania popular e na autodeterminação nacional.