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segunda-feira, 19 de outubro, 2026

Elas querem o dinheiro e eles querem o diploma por José Alberto Vasconcellos

Paralelamente a esse bom e responsável trabalho no campo do ensino, corre solta a picaretagem, onde às faculdades interessa apenas o dinheiro e aos alunos apenas o diploma.

02/06/2018 05h50 – Por: Tião Prado

Claro que não se pode generalizar: há boas escolas dotadas com equipes de professores altamente capacitados, tradicionalmente empenhadas em transmitir os melhores e mais elevados conhecimentos aos alunos, preparando profissionais competentes, necessários e indispensáveis para a Nação e o País.

Paralelamente a esse bom e responsável trabalho no campo do ensino, corre solta a picaretagem, onde às faculdades interessa apenas o dinheiro e aos alunos apenas o diploma.

O resultado não poderia ser diferente, boa parcela do País está mergulhada na escuridão da ignorância, num atraso assombroso, quando comparado com outros países. Perguntaram a Konrad Adenauer (1876- 1967), como a Alemanha recuperou-se tão rápido depois da guerra, ele respondeu: “— Na Alemanha havia gente que sabia mandar e gente que sabia obedecer!” O Japão e a China, que emergiram da mesma guerra (1939/1945), quase que inteiramente destruídos; e a Coréia do Sul, depois da guerra com a Coréia do Norte (1950/1953), também safou-se dos escombros através de uma educação diligente, responsável, dinâmica e competente e hoje esses paises, através da educação fazem parte do Primeiro Mundo, passado pouco mais de meio século de um evento funesto, que poucos querem lembrar-se.

No Brasil a educação já vinha capengando, quando tomou velocidade no rumo inverso, depois que o PT (Partido dos Trabalhadores) proclamou que o Brasil era uma “Pátria Educadora”. Confira o seguinte quadro, publicado pela VEJA, ed. 28.034.2018, pág. 69, verbis: Patentes registradas em 2017 (pedidos aceitos): EUA. 167.367; Japão, 51.743; Coréia do Sul, 22.687; Alemanha, 17.998; China, 15.070; BRASIL, 396 (trezentas e noventa e seis)! Artigos científicos, publicados entre 2011 e 2016: EUA, 2.52;China, 1,4, Reino Unido, 0,743; Alemanha, 0,654; Japão, 0,484; BRASIL, 0,251(zero, duzentos e cinqüenta e um). EM PATENTES E ARTIGOS CIENTÍFICOS, o BRASIL ficou perdido na poeira do atraso.

O Jornal “O PROGRESSO” noticia no seu Editorial de 26.03.2018, verbis: “R$2,14 milhões por ano. Este é o custo anual de cada deputado aos cofres públicos, entre salários e outras benesses.” Tenha em conta que deputados e senadores apenas consomem com os impostos pagos, inclusive sobre o quilo de feijão, que consumimos. Os parlamentares apenas causam prejuízos ao País e à Nação: não produzem nada! Não somam nada! Nada além de notícias que nos dão conta, de que quase todos eles, apenas roubam o dinheiro público; o que ocupa a imprensa , diariamente, são as ações da Lava Jato.

Junte-se aos custos dos deputados e senadores, mais as mordomias que se avolumam com o executivo, o judiciário e os demais incontáveis órgãos públicos, que se interligam e se amontoam nas portas dos Cofres Públicos, para sacar os impostos recolhidos por uma Nação escorchada, desamparada e tratada como um ajuntamento de idiotas servis.

Visto o retrato que o Brasil nos apresenta, voltemos às salas de aulas onde tomam assento os acadêmicos, principalmente, os que estudam MEDICINA e ENGENHARIA CIVIL. Testes feitos em data recente com formandos em medicina, comprovou-se que mais da metade deles não conseguiu fazer um único diagnóstico; por seu lado, engenheiros civis que tem deixado as faculdades, construíram várias pontes no Estado, que desabaram com as primeiras chuvas, quatro anos depois de entregues; enquanto o pavimento das rodovias derretem até com os nevoeiros.

Está faltando o que aos brasileiros? Tudo! Está faltando competência à administração pública, reconhecidamente corrupta e mansa, que vem capitaneando uma infestação assustadora de parasitas nos três poderes, que sugam os recursos públicos, enquanto a saúde, o ensino e a segurança pública restam abandonados. Envergonham a Nação escorchada e enterram o País no atraso, enquanto devoram, insaciáveis, os tributos pagos por quem trabalha e produz.

A despeito dos exemplos que nos dão países da Europa e da Ásia, nada foi assimilado que pudesse tirar o Brasil do atraso. A única eficiência dos esquerdistas são nos ataques contra as classes produtivas — urbanas e rurais — às quais, com um asco doentio, atribui-lhes o nome de burqueses e latifundiários, enquanto alimentam-se com o que eles produzem e roubam os impostos que eles pagam.

Não será fraudando vestibulares, comprando diplomas que médicos, engenheiros civis e outros profissionais de mentirinha, vão melhorar o País; enquanto a incompetência caminha de braços dados com a corrupção.

27.26.03.2018 (4650) Membro da Academia Douradense de Letras.

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Elas querem o dinheiro e eles querem o diploma por José Alberto Vasconcellos