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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Em conversa sobre pedofilia, pais descobrem que filha de 10 anos era abusada por tio em MS

05/12/2017 18h10

Em conversa sobre pedofilia, pais descobrem que filha de 10 anos era abusada por tio em MS.

Servidor público municipal é o suspeito e mais quatro vítimas o denunciaram.

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A família de uma menina de dez anos descobriu que a filha era abusada sexualmente por um servidor público municipal, que é tio dela, em Glória de Dourados. O caso veio à tona, quando os pais conversavam normalmente sobre pedofilia, e perceberam que a menina teve uma reação de repulsa ao ouvir sobre o tema.

Conforme os pais da criança, a conversa ocorreu há dois meses. Ao ouvir as palavras pedofilia e abuso sexual infantil, a menina questionou qual a diferença entre as duas coisas. De forma lúdica, para a criança entender, a mãe disse que havia dois tipos de toque: um de carinho e outro de carícia, e que este último não era para acontecer.

“A gente falou para ela que iria fazer uma brincadeira. Então minha esposa fingiu estar passando protetor solar nela de um jeito normal e perguntou se ela sentia algo, e ela disse que não. Em seguida ela passou o protetor de uma forma mais lenta, como uma carícia e pegou na perna da nossa filha, que relatou sentir cócegas, mas recuou com cara de assustada”, relembrou o pai.

Nesse momento, a mãe falou que ela não podia deixar que ninguém fizesse essas cócegas nela, nem eu, nem os avós, nem a mãe, nem tios, ninguém. Então ela começou a chorar”, detalhou o pai, de 31 anos.

Diante da situação, pai e mãe questionaram se isso já havia ocorrido com ela. Assustada, a filha disse que sim e contou que o sujeito seria o marido da irmã de sua avó, ou seja, uma pessoa de confiança, que inclusive a buscava na escola.

“Ela ficava na hora do almoço na casa deles, que na verdade é casa da avó do meu marido. Ele era de confiança, às vezes pegava ela na escola antes de eu chegar do serviço, nunca que iríamos imaginar uma coisa dessas”, contou a mãe.

O primeiro abuso teria ocorrido há dois anos, na casa do suspeito, onde estava toda a família. No entanto, o momento do assédio ocorria quando os dois estavam sozinhos na sala e o homem passou a mão em sua perna, colocando-a sobre a sua genitália, por cima da calcinha.

A segunda vez teria acontecido quando ele foi buscar ela na escola. A menina relatou que sentou no banco da frente e no caminho o suspeito ficou acariciando-a. Assustada, a menina passou a sentar no banco de trás. Ele chegou a pedir para ela voltar para a frente, para que ele pudesse fazer ‘coceirinhas’ nela.

A criança contou que não falou nada para os pais, pois o homem teria dito que se o fizesse, toda a família iriam ficar bravos com ela. Laudo feito por uma psicóloga atesta veracidade dos fatos ditos pela vítima, conforme narrou o Porã News.

A mulher e as filhas do suspeito, no entanto, não acreditam na versão dada pela vítima e justificam a suspeita com a “liberdade” que a mãe dá à filha ao conversar sobre o assunto.

Mais vítimas

A notícia dos abusos se espalhou por Glória de Dourados. A partir daí surgiram novas denúncias contra o homem, de 53 anos, vindas de mulheres da família dele.

Uma das vítimas, contou que em 2007, quando tinha 20 anos, foi surpreendida pelo suspeito, que lhe abordou com as calças abaixadas.

”Eu perguntei o que era aquilo e ele disse para eu pegar nele, que eu iria gostar e não ia me arrepender, falando também para eu ficar tranquila que ninguém iria ficar sabendo, foi quando eu corri e sai de casa”, descreveu a mulher, que não será identificada.

Uma outra sobrinha também relatou o abuso, mas não denunciou, pois está no Japão. No mesmo dia do assédio, a jovem tentou conversar com a tia, esposa do suspeito, mas por surpresa foi atacada pela parente.

“Eu contei e ela me xingou de vagabunda, como se eu tivesse me insinuado e dado em cima dele, ligou até para a minha mãe falando que eu estava tentando destruir a família deles.

Além dela, outra prima ficou sabendo dos casos e também se pronunciou, morando atualmente no Japão, a mulher não denunciou o caso oficialmente na Justiça, mas relatou a toda família que quando tinha aproximadamente 14 anos, o homem a levou para um rio e colocou a mão sobre sua vagina dizendo que estava esquentando.

“Até agora, eu e mais duas primas relatamos o abuso, mas tem suspeita de outros casos na cidade, estamos nos unindo e juntando forças para denunciar”, concluiu. Além das sobrinhas, o homem também teria assediado as mulheres de outros familiares, que ainda não relataram o caso à polícia.

Em conversa sobre pedofilia, pais descobrem que filha de 10 anos era abusada por tio em MS

Em conversa sobre pedofilia, pais descobrem que filha de 10 anos era abusada por tio em MS