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domingo, 18 de outubro, 2026

Em entrevista com Boni, Jô Soares ignora as críticas do executivo à Globo

13/12/2015 08h

É a segunda vez que Jô me decepciona em uma entrevista com Boni.

UOL

Em “Unidos do Outro Mundo”, recém-lançado, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, imagina encontros e conversas com pessoas já mortas que marcaram tanto a sua vida privada quanto a trajetória profissional.

O mais atraente do livro, para quem se interessa por televisão, são os “diálogos” de Boni com figuras ligadas de alguma forma à história da Rede Globo.

Estas “conversas têm duas funções, basicamente. Em algumas, Boni procura esclarecer episódios polêmicos que protagonizou no passado, como as demissões de Walter Clark, Chacrinha e Dercy Dercy, além do veto a Tim Maia na emissora.

Em outras, o ex-executivo da emissora aproveita as “conversas” com Dias Gomes, Janete Clair, Armando Nogueira, Chico Anysio e Walter Sampaio, entre outros, para fazer críticas à programação atual da Globo – as novelas, o jornalismo, o “Fantástico”, o humor e o futebol.

Na noite de sexta-feira (11), Boni foi ao “Programa do Jô” falar sobre o livro. O apresentador dedicou todos os blocos da atração, ou 32 minutos, ao entrevistado, apresentado por ele como “um renascentista, aquele homem que entende de tudo e sabe de tudo”.

Foi uma conversa amena, sobre lembranças de ambos, repleta de causos e piadas, muitas delas sem relação alguma com o livro. Boni também lembrou das dificuldades da Globo com a censura a “Roque Santeiro” e a Dercy, temas já tratados em “O Livro do Boni”, que publicou em 2011.

Para minha surpresa, Jô Soares não fez uma única pergunta sobre os muitos temas polêmicos do livro. Nenhuma. Uma situação estranha, já que estes comentários de Boni constituem o principal atrativo de “Unidos do Outro Mundo”. Falta de interesse, censura ou autocensura? Deixo a minha dúvida no ar.

É a segunda vez que Jô me decepciona em uma entrevista com Boni. Em 2011, na época do lançamento do “Livro do Boni”, o apresentador conversou por 50 minutos sem mencionar um dos capítulos da obra, a briga feia que ambos protagonizaram em 1987, quando Jô trocou a Globo pelo SBT.

Em entrevista com Boni, Jô Soares ignora as críticas do executivo à Globo