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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Em MS, nas últimas eleições presidenciais tiveram 398 mil aptos que não votaram

Em 2020, número foi de 485 mil abstenções em todo o estado; maior abstenção é entre eleitores com 25 e 29 anos.

Segundo a justiça eleitoral, 398. 391 eleitores se abstiveram do voto em Mato Grosso do Sul nas últimas eleições gerais, realizadas em 2020.

Se ampliarmos o levantamento, em média, cerca de 385 mil eleitores sul-mato-grossenses aptos ao voto não foram às urnas nas dois últimos pleitos gerais. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a média de eleitores faltosos no 1º turno das eleições gerais de 2014 e 2018 no estado  é de 385.872 desde então. 

Conforme a Justiça Eleitoral, com 59.106 faltantes, o maior percentual de não comparecimento às urnas em 2020 foi de eleitores com idade entre 25 e 29 anos, mesma idade com o maior número de abstenções a nível nacional, mais de 3 milhões de abstenções.

Confira o  percentual de abstenções em MS desde 2012

AnoEleitorado aptoAbstenções Percentual de abstenções
20201.932.293485.44025,12%
20181.877.982398.39121,21%
20161.875.869369.26719,69%
20141.818.937373.35320,53%
20121.775.061295.85416,67%

Fonte TSE*

Em MS, nas últimas eleições presidenciais tiveram 398 mil aptos que não votaram
– Foto: Arquivo Correio do Estado

Com 26 anos, o campo-grandense Bruno Souza, emitiu seu título de eleitor somente neste ano. “A maior parte da minha vida eu fui apolítico. Não gosto da política de que você é obrigado a fazer alguma coisa”, disse ao Correio do Estado. 

De acordo com o comerciante, as principais motivações para votar neste ano aconteceram pelo descontentamento tanto com a administração do ex-prefeito de Campo Grande e candidato ao governo do Estado, Marquinhos Trad (PSD), e do atual presidente Jair Bolsonaro (PL). 

“Não gostei do trabalho do ex-prefeito de Campo Grande, assim como da gestão do atual presidente. Passei a vida toda viajando com artesanato, sempre foi de boa, no início do atual governo, a situação piorou”, disse Bruno Souza. 

Para ele, conhecer nove estados brasileiros por meio de seus trabalhos com a venda de pulseiras, colares, brincos e esculturas artesanais, fez com que notasse a atividade política por onde passou. “Lidar com estas questões de comércio em ano de eleição é mais tranquilo, o problema são os candidatos que aparecem somente em período eleitoral”, finalizou.

Campo Grande

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, nas últimas eleições, a abstenção ao voto na Capital foi de  154.004 eleitores, cerca de 25% dos mais de 610 mil votantes aptos em 2020. Destes, os eleitores com idade entre 30 e 34 anos, com 85.407 mil, representaram o maior número de ausências nas urnas.

Conforme o TSE, o eleitor que não puder comparecer à votação deve justificar a sua ausência. Do contrário, sua situação perante a Justiça Eleitoral ficará irregular, o que poderá acarretar em problemas, como a impossibilidade de se inscrever em concurso ou prova para cargo ou função pública, tomar posse em cargo público e renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial, entre outros.