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Em resposta a Cunha, Sérgio Moro diz que não pode silenciar testemunhas

18/07/2015 06h10

Cunha disse que o depoimento do empresário Júlio Camargo à Justiça Federal, foi ilegal.

Agência Brasil

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos inquéritos decorrentes da Operação Lava Jato na primeira instância, rebateu ontem, sexta-feira(17), por meio de nota, as acusações do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Cunha disse que o depoimento do empresário Júlio Camargo, na quinta-feira (16) à Justiça Federal, foi ilegal. O empresário disse que Cunha recebeu US$ 5 milhões em propina para viabilizar um contrato de navios-sonda entre a Petrobras e a empresa Toyo Setal.

“A 13ª Vara de Curitiba conduz ações penais contra acusados sem foro privilegiado em investigações e processos desmembrados pelo Supremo Tribunal Federal. Não cabe ao Juízo silenciar testemunhas ou acusados na condução do processo”, disse Moro em nota.

Mais cedo, o presidente da Câmara disse que a delação de Júlio Camargo seria nula por ter sido feita à Justiça de primeira instância, porque, como parlamentar, tem foro privilegiado e só pode ser julgado pelo Supremo.

“O juiz não poderia conduzir o processo daquela maneira. Vamos entrar com uma reclamação para que venha [o processo] para o Supremo e não fique nas mãos de um juiz que acha que é dono do país”, reclamou o peemedebista.

foto:Brasil.elpais.