23/09/2015 06h50
Corregedoria da PM abriu inquérito policial para apurar conduta do cabo.
G1 MS
Um empresário de 32 anos acusa o cabo Alberto Fabiano de Arruda, do 9º Batalhão da Polícia Militar, que estava à paisana de agressão. Ele tentava negociar com o frentista uma cobrança indevida quando o policial apareceu e o agrediu. A vítima gravou com um aparelho celular.
“Ela tinha muita convicção que não tinha sido debitado. Ela falava a todo momento: ‘moço eu tô muito tranquila que não foi debitado. Se você quer resolver isso daí de outra forma, espera o gerente chegar porque eu não porque eu não posso fazer nada”, contou o cliente que não quis se identificar.
A corregedoria da PM abriu um inquérito policial militar para apurar a conduta do cabo. A gravação feita pelo cliente será fundamental para as investigações. Imagens do circuito de segurança do posto de combustíveis também serão anexadas ao processo. Investigação tem 40 dias para ser concluído.
A produção da TV Morena não conseguiu falar com o advogado de defesa do policial.
O cliente começou a gravar com um celular a partir do momento que o policial chegou no local. O empresário acreditava que o cabo fosse o gerente do posto e mais uma vez tentou uma negociação, quando foi agredido.
Depois da confusão, o homem foi preso e levado para a delegacia. O policial militar registrou boletim de ocorrência contra o empresário por agressão. Já o empresário não conseguiu registrar o caso na polícia. A Polícia Civil informou que apenas um boletim do caso é registrado para evitar duplicidade nas estatísticas.
O corregedor de plantão, capitão Anderson Machado Padilha, alega que ainda é cedo para afirmar se houve abuso por parte do policial, mas garante que todos os lados serão ouvidos.
“Nosso policial encarregado vai fazer a intimação das testemunhas e juntará aos autos para dar o parecer e ser encaminhado para Corregedoria”, explicou o capitão.
O valor cobrado a mais já foi estornado. Mas para o cliente, a cobrança dupla foi o menor dos problemas depois da agressão. “Se eu não tivesse feito a filmagem, hoje ia ficar só a minha palavra contra a de dois frentistas e um policial”, afirmou o empresário.


